segunda-feira, 28 de abril de 2014

Autorretrato de Beatriz Santos

Eu sou a Beatriz Oliveira Santos e tenho 14 anos.
O meu corpo é de estatura média e elegante para a minha idade. Na minha cara, destacam-se os olhos castanhos, redondinhos e mais ou menos grandes que se assemelham a duas belas azeitonas perfeitas e o meu nariz é pequeno. O cabelo é longo, ondulado e castanho. Possuo um rosto oval e umas sobrancelhas castanhas carregadas. Considero as minhas pestanas pequenas e esbeltas como as de uma boneca. Descendo para o resto do meu corpinho, encontro os braços finos e esguios e as mãos com uns dedos elegantes. As pernas são também finas como as de uma princesa.
Sou uma pessoa extrovertida, mas de vez em quando também sou tímida. Acho-me uma pessoa comunicativa e muito amiga. Passo horas a fio a escrever letras e números sobre o papel. Nestas alturas, fico tão concentrada que os meus olhos parecem duas bolas de fogo. Também sou uma pessoa trabalhadora e inteligente, apesar de ter uma baixa autoestima. No meu dia a dia, faço um pouco de tudo: converso, brinco, trabalho, ando de bicicleta e faço muitas mais coisas.

Sou portanto uma rapariga meiga, amiga e atenciosa, não por possuir uma inteligência rara e genial, mas por ser uma pessoa pura. Gosto de mim como sou, podia apenas alterar alguns aspectos menos positivos, como a autoestima e a confiança.

Autorretrato de Daniel Lopes

Eu chamo-me Daniel Lopes e tenho 14 anos.
O meu corpo é de estrutura média. Na minha cara, destacam-se umas pestanas pretas nos olhos castanhos escuros da cor de um tronco de uma árvore, redondos e muito grandes. O meu nariz é pequeno e redondo e tenho cabelo castanho e macio como o pelo de um animal.
Visto, quase sempre, umas calças compridas e justas, que me cobrem as canelas. Uso, muitas vezes, uma t-shirt,  demasiado comprida para o tamanho do meu tronco e sapatilhas.
Sou um rapaz tímido, chato, mas compreensivo. Por vezes, falo tanto que mais pareço um papagaio a falar.
Eu gosto de mim assim, mas se pudesse mudar algo em mim , mudaria o ser chato. J

Autorretrato de Francisco

         Eu sou o Francisco Manuel Ferreira da Silva, tenho 13 anos e vivo no concelho de Cantanhede, numa aldeia chamada Bolho.
         Eu, fisicamente, sou de estatura média, sou atraente, encantador e elegante. No meu rosto destaca-se o cabelo que é castanho-escuro e com um toque ligeiro para o lado direito. Tenho olhos castanhos, nariz normal e médio, as minhas  orelhas são grandes e avermelhadas e a minha boca não é grande nem pequena.
         Psicologicamente, acho que sou tímido, amigo, solitário e comunicativo. As minhas virtudes são ser trabalhador e compreensivo. Um dos defeitos que mais me apontam é ser conversador.
         No meu dia a dia, estou a jogar futebol ou a pôr a conversa em dia.
       Gosto de mim como sou, mas queria mudar algumas coisas tais como: aumentar o nível de autoestima e ser menos lindo para não causar tantos desgostos.


Autorretrato de Manuel Diogo



Eu chamo-me Manuel Diogo, tenho 13 anos e vivo numa pequena aldeia chamada Poutena. Sou um rapaz de estatura média, de olhos castanhos e de cabelo liso como a seda e de cor castanha (sou o rapaz com o cabelo mais bonito da turma). Na minha cara, destacam-se os lábios que são um pouco carnudos
Sou muito social e bonito (que é o que todos dizem e é verdade). Considero-me um rapaz comunicativo e, às vezes, um pouco tímido. Estou sempre a sorrir e também sou amigo. Também tenho defeitos, pois sou vingativo e, por vezes, chato.

Eu considero-me feliz, pois tenho tudo o que eu preciso, apenas gostava de ter mais bigode e barba.

Autorretrato de Ângela

Eu chamo-me Ângela Cristina Pereira Sousa, tenho 13 anos e vivo em Levira.
Fisicamente, sou alta e magra. Tenho rosto oval, algumas borbulhas, cabelo comprido, encaracolado e castanho, olhos castanhos e pestanas médias e pretas como a noite.
Em termos psicológicos, sou preguiçosa. Em algumas situações, sou tímida, mas noutras sou completamente o contrário: sou divertida, compreensiva, alegre, amiga e um pouco insistente. Não gosto de pessoas mentirosas e hipócritas, que são uma coisa à nossa frente e, nas nossas costas, são completamente diferentes.
Normalmente, estudo, ajudo a família, estou com os meus amigos, ando de bicicleta, vejo televisão, leio, escrevo histórias, ouço música ou estou na Internet.

Por fim, acho que sou feliz e apenas gostava de tirar melhores notas e ser mais  auto-confiante.

Autorretrato de Cristiana


Eu sou a Cristiana, tenho 13 anos e vivo numa pequena aldeia chamada Levira.
Fisicamente, sou uma rapariga de estatura média, tenho um peso ideal para a idade, pernas médias, uns pés pequenos e umas mãos com uns dedos finos. O meu rosto é oval, tenho cabelo comprido, ondulado e castanho, uns olhos pequenos, castanhos esverdeados, encantadores e vivos e um pequeno nariz. Visto – me sempre de calças de ganga e uso camisolas ou casacos dependendo da temperatura.
Sou uma pessoa que nunca gosta de estar calada, sou divertida, amiga e comunicativa, mas, quando não conheço as pessoas, sinto-me tímida. Gosto de me sentir ocupada naquilo que gosto de fazer, como por exemplo ir aos escuteiros, estar no computador e estar com os meus colegas. Não gosto de pessoas hipócritas e sou, por vezes, teimosa.
Eu gosto de mim assim, mas, se pudesse mudar algo em mim, eu mudaria o meu timbre de voz.
        


Autorretrato de Beatriz Cruz



         Eu sou a Beatriz Cruz e tenho 13 anos. Vivo numa pequena aldeia chamada Vendas de Samel.
         O meu corpo é de estatura média para a idade. No meu rosto oval, destacam-se os meus olhos azuis e brilhantes. As minhas pequenas orelhas andam quase sempre tapadas pelo meu longo, castanho claro e ondulado cabelo. Sardas e borbulhas sobressaem na pele clara e macia e a minha boca, pequena e perfeita, anda sempre com um sorriso alegre e cintilante.
         Quando não tenho confiança com as pessoas sou tímida, mas quando a ganho, mais ninguém me para. Gosto muito de estar com os meus amigos e de os ajudar sempre que posso. Sou muito trabalhadora naquilo que gosto de fazer, mas quando as coisas me aborrecem, posso ser a pessoa mais preguiçosa que existe. Não experimentem teimar comigo porque, quando quero, consigo ser muito teimosa. Odeio quando as pessoas me mentem, pois procuro ser sempre o mais verdadeira possível.
         Eu sou assim! Não sou perfeita, mas gosto de mim como sou e não mudaria nada mesmo que pudesse.


Autorretrato de Tiago Ribeiro


Chamo-me Tiago Ribeiro, tenho quatorze anos e sou o rapaz mais inteligente da turma.
Sou de estatura média, magro e musculado.Tenho um rosto longo e estreito, olhos esverdeados, cabelo longo e castanho e borbulhas. Para além disso, sou rápido e ágil.
Sou social, um bocado convencido, tenho mau perder , e, de acordo com o que todos dizem, sou interessante.
Tenho como principal atividade estudar, porém não o faço porque acho mais importante estar a jogar computador e a falar com os amigos do que estudar. Gosto de jogar computador, ver televisão, dormir e comer.
Por fim, se pudesse, gostaria de ser mais calmo, porque sou muito explosivo e fervo em pouca água.

Autorretrato de Alexandre


Eu chamo-me Alexandre, tenho 14 anos e vivo em Vilarinho do Bairro.
         Sou alto, tenho ombros largos e cintura estreita. Na minha cara, estreita e longa, destaca-se um cabelo castanho e ligeiramente ondulado. Um pouco abaixo encontram-se uns olhos verdes acastanhados e uma boca sorridente. Tenho também abdominais bem marcados e umas pernas fortificadas que me permitem ser rápido.
         Sou considerado tímido devido a não ter coragem suficiente para ir falar com as pessoas. Com pessoas que conheço sou amigo, confidente e conselheiro. Consideram-me distraído, o que reconheço, assim como muito chato. Sou estudante e faço desporto nos meus tempos livres, jogo rugby, faço os TPC`s e vejo TV.

         Por fim, gostava de mudar o meu penteado e acabar com as borbulhas. 

domingo, 27 de abril de 2014

A gravidez na adolescência

         A adolescência é definida como o período de transição entre a infância e a idade adulta caracterizada por instabilidade emocional, mudanças corporais e sociais.
            Engravidar na adolescência é, na maior parte das vezes, uma atitude não planejada, passível de conflitos externos e internos, na qual a adolescente que se encontra nessa fase não está suficientemente preparada para a gestação.
             Os índices dessa situação aumentam constantemente, considerando pesquisas em variados países.

Como prevenir a gravidez na adolescência?

 A gravidez na adolescência pode ocorrer de diversas formas:
·         Atividade sexual precoce e inconsequente;
·         Violência sexual
·         Dificuldade no diálogo familiar, entre outros.

Para evitar esse possível transtorno, é necessário existir:
·         Confiança mútua no ambiente familiar;
·         Informações mais detalhados sobre métodos contracetivos;
·         Redução da ideologia impregnada da desvalorização do conceito sexual exposta às crianças;
·          Desmistificação de algumas ideias repassadas entre amigos e, acima de tudo, respeito e limite ao seu próprio tempo quanto ao início da atividade sexual.

          As etapas de qualquer gravidez, seja ela planeada ou não, exigem cuidados importantíssimos à saúde da mãe e do bebé. Os riscos são bem mais incidentes em gestantes adolescentes, por isso, necessitam de uma assistência médica o mais rápido possível.

Estudos sobre a gravidez na adolescência

            A gravidez na adolescência tem sido foco de pesquisas no mundo inteiro. Na década de 80, chegou a ocupar o primeiro lugar dos problemas de saúde pública norte-americano. Em razão disso, medidas foram tomadas e, finalmente, nos anos 90 as taxas de gravidez e de nascimentos diminuíram. Ainda assim, os nascimentos entre “teenagers” americanas continuaram mais expressivos do que em outros países desenvolvidos.
            O quinto relatório anual do State of The Word’s Mothers, publicado em 2004, com dados recolhidos entre 1995 e 2002, destacou que 13 milhões de nascimentos (1/4 de todos os nascimentos do mundo) são de mulheres com menos de 20 anos, em mais de 90% de países em desenvolvimento. Essa percentagem varia entre 8% na Ásia até 55% na África. O documento apontou para o alerta de que a gravidez e o parto foram as principais causas de morte em mulheres de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento.
            Um estudo realizado com 161 adolescentes grávidas, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2003, na Maternidade Júlio Diniz em Portugal apontou resultados epidemiológicos expressivos. Entre eles: as adolescentes têm idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos (média=16.06 anos); em mais de um quarto da amostra ambos os pais são adolescentes (31,9%); a maior parte das vezes a grávida (78,3%) ou o companheiro (71,8%) não têm a escolaridade obrigatória.

Opinião:
           
            Na minha opinião, a gravidez na adolescência é um dos maiores problemas da sociedade atual, uma vez que pode causar a morte nas adolescentes grávidas, já que estas não estão preparadas para tal. Esta gravidez resulta, maioritariamente, da resistência à contraceção e do desejo inconsciente dos jovens de engravidar ou de ter filhos. Esta resistência resulta do perfil psicológico do/a adolescente.

            Podemos verificar que a maior parte dos casos em que adolescentes aparecem grávidas ocorre nos países em desenvolvimento, talvez devido à falta de informação e de vias comunicacionais que estes países apresentam. 
Carolina


A Doença dos Ossos de Cristal

Uma em cada 21 mil crianças possui a doença dos Ossos de Cristal, vulgarmente conhecida por doença dos Ossos de Vidro, devido à fragilidade dos ossos que constituem o corpo da criança. Ainda assim, a recuperação e a reconstituição das fraturas processam-se da mesma forma das outras crianças. É uma doença hereditária que resulta da falta de uma proteína que, depois do cálcio, é o principal constituinte dos ossos.
         Sendo esta uma doença rara e pouco conhecida, ainda pode ter vários graus de gravidade: um grau leve e um grau extremamente severo, prejudicial para a criança. O grau leve verifica-se quando, na infância, a criança tem várias fraturas. No grau extremamente severo, o bebé tem a probabilidade de morrer no útero materno ou no momento em que se procede ao parto.
         Consequentemente, existem alguns sintomas como os acurvamentos dos ossos e o seu insuficiente crescimento. Estes, por sua vez, provocam a estatura baixa, a tonalidade azulada da esclera do olho, o rosto triangular, deficiência auditiva, dentes frágeis, flexibilidade das articulações, imensa sudorese e, ainda, os músculos mais débeis.
         Mesmo não existindo cura para esta rara doença, há determinados tratamentos. Existe um tratamento que proporciona mais segurança e, naturalmente, mais independência e mobilidade, que consiste numa medicação designada Bisfosfonatos e que diminui a dor e as fraturas das pessoas.
         E se vos disser que anteriormente falei de uma doença muitíssimo rara e interessante? Acreditam? Confesso que, no início, senti bastante curiosidade em saber um pouco mais sobre esta síndrome. Para pessoas muito frágeis a nível emocional, é uma doença bastante complicada de lidar e aceitar… E talvez bastante assustadora…
         Sinceramente, a doença dos Ossos de Cristal possui inúmeros aspectos negativos, tais como: fraturas, dificuldade na audição, etc.
         Ainda assim, a boa notícia é que graças ao avanço da medicina, já foram criados métodos de tratamento para que estas crianças levem uma vida saudável e o mais normal possível, não colocando de parte o facto de a sua inteligência não ser afetada.
         Pondo-me na ‘pele’ de mãe e de pai, considero que é extremamente difícil ver os nossos filhos com fraturas e imaginar a dor que eles suportam cada vez que isso acontece. Portanto, os pais ou familiares das crianças que possuem esta doença devem proceder da seguinte forma:
         - Sob orientação médica, submeter os portadores desta síndrome à hidroterapia;
         - Com este tipo de síndrome, por mais atentos e cuidadosos que sejam os pais, as fraturas acabam por acontecer, mais cedo ou mais tarde. Como tal, é necessário aceitar que, ao longo da sua vida, momentos instáveis como estes, irão ocorrer;
         - Como sinais de uma fratura, deve-se prestar muita atenção quando a criança chorar ou gemer inesperadamente. Pode ainda, não conseguir movimentar algum membro do seu corpo ou ter algum inchaço e calor nalguma parte do corpo.
         Tendo em conta tudo o que foi dito anteriormente, há exemplos de pessoas que são portadoras desta síndrome, mas que, com muita força de vontade, coragem e determinação, vivem um dia de cada vez como se fosse o último da sua vida.
Um dos exemplos mais conhecidos é o de uma mulher chamada Ana Simão que nasceu em 1965, em Santarém. É portadora desta doença rara, Osteogénese Imperfeita (OI). Trabalhou na Câmara Municipal de Santarém, onde exerceu funções na área da cultura, turismo e ação social. Escreve para a revista da APOI (Associação Portuguesa de Osteogénese Imperfeita) e para a Associação Salvador. Após vinte e cinco anos de trabalho e três internamentos hospitalares consecutivos, aposentou-se por invalidez. Nesse momento, descobriu que há milagres e que a escrita, apesar de não salvar ninguém, dá-lhe esperança e alegria para continuar.
O livro que escreveu “A menina dos Ossos de Cristal” é um inspirador testemunho de vida, que agora quer partilhar. Testemunha a real e apaixonante vida de uma menina que venceu todo o sofrimento e se fez mulher numa história de luta e persistência.
Neste livro, Ana Simão conta a vida de uma menina chamada Inês que nasceu com uma doença rara designada Osteogénese Imperfeita (OI), que aos catorze anos de idade o seu corpo já tinha sido sujeito a mais de cem fraturas. “Esta menina não se deixou vencer pelo medo: nem quando quis dar os primeiros passos e não conseguiu, nem quando todas as crianças corriam e brincavam e ela estava numa cama de hospital. Da perda da inocência nas mãos de um curandeiro, passando pela enorme luta da família para não a perder, até à licenciatura conquistada a pulso, a vida da Menina dos Ossos de Cristal transforma-se, diante dos nossos olhos, no triunfo de uma mulher que, contra todas as expectativas, consegue vencer.”
         E agora eu penso: será fácil viver e lidar com a doença dos Ossos de Cristal sabendo que a qualquer momento, em qualquer lugar e a qualquer hora, podemos fazer uma fratura e ter de regressar, mais uma vez, para uma horrível e enfadonha cama de hospital? Será assim tão simples lutar contra esta síndrome, mesmo que ‘montes’ de gente nos discriminem, tenham pena de nós ou até não sintam nenhum tipo de amizade por nós?
         Uma pergunta retórica é uma pergunta para a qual a pessoa que a fez já sabe a resposta. No entanto, não creio que possamos considerar as nossas questões com este termo. Nós não sabemos a resposta. O facto é que, a partir do momento em que conhecemos uma pessoa como a Ana Simão ou a Inês, ficamos a perceber o que é ser pessoa através das suas longas conversas. Quando olhamos lá bem no fundo do seu olhar, por detrás daquela pessoa que está cansada de sofrer, existe um pequeno mas expressivo coração… Aí, sim! Aí, nós ficamos com o coração repleto de amor e força para ‘dar e vender’. E é nesse momento, que encontramos a resposta para todas as nossas interrogações… É aí que nós percebemos que, acima de tudo, estas pessoas sabem que alguém as ama, que alguém as admira ou até que alguém se serve de fonte de inspiração para ter uma razão de viver. Assim, nós percebemos que o que importa não é o que as pessoas pensam ou dizem, mas sim aquilo que vem de dentro do coração dos sinceros, dos misericordiosos, dos puros de coração e daqueles que, acima de todas as coisas, gostam de nós e sentem algum carinho e preocupação.
         Anteriormente referi o facto de aprendermos a ser pessoa com a sua enorme sabedoria… Mas afinal, o que é ser pessoa com os olhos de quem é portador de uma doença? O homem não é uma coisa: não é, portanto, um objeto que possa ser utilizado simplesmente como um meio, mas, pelo contrário, deve ser considerado sempre, em todas as suas ações como um fim em si mesmo.
         Quanto à questão sobre a discriminação, afinal o que é discriminar os outros? Discriminar o outro é aperceber-se das diferenças dos outros/discernir os outros ou tratá-los de forma desigual, por motivos relacionados com as suas características pessoais específicas. Será isto certo? Será isto aquilo que todos devem fazer? Coloquem-se na ‘pele’ daquele que sofre, daquele que sente, daquele que, independentemente do que o rodeia, ama e dá valor à vida que Deus lhe concedeu. Na ‘pele’ daquele que sabe valorizar o bem que é a vida… E então? O que se obtém? Obtêm-se duas palavras muitíssimo simples mas sensatas e prudentes, que são: dor e mágoa.
         Quanto àquelas que não sentem qualquer tipo de amizade ou carinho por nós, eu só tenho uma coisa a perguntar-lhes: o que é para vós a amizade? Certamente, a resposta obtida é: estar com o outro. Será isso amizade? Não! E as pessoas que, infelizmente se veem confrontadas com a síndrome dos Ossos de Cristal são algumas das pessoas que sabem dizer a verdadeira resposta. Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção, etc. O que acontece é que a amizade não precisa de acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontades, e em certos casos é exatamente esse o facto que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com as suas ideias, momentos de vida, informações, etc, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.
         Quanto aos que têm pena de nós, pode-se dizer que tenham dó de nós… Ainda que seja dado, por vezes, por instinto, não considero que os emissores deste sentimento sejam muito bons em filosofia e na escolha do melhor para o próximo… Pode ser transmitido com boas intenções, mas por parte do recetor é um pouco complicado viver com isto, talvez porque tenta esquecer o facto com que é obrigado a viver e, assim, acaba por se dar conta que é realmente diferente… Elas pensam: se demonstrar que tenho pena dele, que estou preocupado com ele, talvez ele se sinta melhor por saber que tem alguém com quem pode contar, com quem pode desabafar… Não é fácil estar com uma pessoa que é portadora de uma síndrome, seja lá qual for. É necessário ter precauções do ponto de vista emocional, pois podemos ferir os seus sentimentos. No final, essa pessoa acaba por se cansar de ser diferenciada pelos outros que a rodeiam.
Disse a alguém, há algum tempo, que a escrita, se não salva ninguém, dá-lhe esperança e alegria para continuar. Penso que foi uma das coisas mais acertadas que disse em toda a minha vida, pois conhecer um ser humano como a Ana Simão fez-me refletir sobre isto. Na vida de um Homem, a escrita desempenha um papel extremamente importante. Nós escrevemos como quem ama, ninguém sabe por que ama, nós não sabemos por que escrevemos também; no fundo, escrevo sobre aquilo que não sei, para ficar a saber; a escrita nada mais é do que um sonho portador de conselhos; quem escreve nunca se satisfaz com o que escreveu e talvez esta seja a melhor motivação do ato de escrever: um texto escrito é sempre promessa do texto que não se escreveu. A prática da escrita não deve ficar limitada aos estudantes, nem aos que dominam a forma culta. “Escrever vai muito além das regras impostas por qualquer sistema teórico ou didático: é um modo privilegiado de se descobrir e desvendar humanamente a experiência imperdível de viver”.
Bem lá no fundo, todos sentem vontade de escrever, porque a escrita resulta de uma motivação natural de fazer com que a experiência individual de cada um se torne um meio de comunicação com o mundo. Só é necessário um incentivo, um pequeno empurrão… “Acredito que crianças, jovens e muitos adultos que vivem com pessoas que valorizam e são entusiasmadas com o mundo dos livros e da escrita têm mais oportunidade de viver a sustentabilidade das palavras enquanto leitores, escritores.”.
Com isto, queria dizer que, como Ana Simão, muitas outras pessoas sem qualquer tipo de deficiência, encontram na escrita uma forma de sonhar, uma forma ser livre e uma forma de desabafar com alguém.
Não sei se tudo o que disse ao longo deste texto foi, de facto, o mais acertado ou não, mas o que tenho a certeza absoluta é que dei a minha opinião enquanto mulher, enquanto ser humano, enquanto vida, pois é aquilo que sou… Baseando-me em exemplos notáveis de homens e mulheres que vivem a vida que lhes foi concedida. Não é fácil! Eu também sei reconhecer que não é propriamente simples cuidar de nós e ainda sobrar força, coragem e amor para oferecer aos que precisam. Foi neles que me inspirei para escrever este longo texto de opinião.
Em suma, “A Menina dos Ossos de Cristal” de Ana Simão é muito mais do que um livro sobre a experiência desta doença. É um livro sobre a vontade de viver uma vida plena, repleta de amor, superando as mais injustas e feias adversidades. Assim, posso terminar este texto com uma simples mas sábia frase rara: amor é poder.
Beatriz Boiça


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Alimentação


O ser humano precisa de muitas coisas para poder viver, mas a coisa mais importante é a sua alimentação, que convém ser equilibrada. Porém, de vez em quando, podem fazer-se umas “loucuras alimentares” com precaução.
Para ter uma alimentação saudável, é importante consumir diferentes tipos de alimentos e nutrientes. Este tipo de alimentação envolve a escolha de alimentos não somente para manter o peso ideal, mas também para garantir uma saúde plena. Por vezes há pessoas que não conseguem ter uma alimentação equilibrada nem ter controlo naquilo que comem, não conseguindo parar de comer o que leva à obesidade. Muitas pessoas não se sentem confortáveis com isso e recorrem as dietas.  
As dietas são rotinas alimentares que buscam atingir um determinado objetivo, e nem sempre vão ao encontro do conceito de alimentação saudável.
Nos países subdesenvolvidos, a má alimentação ocorre, principalmente por falta de alimentos; nos países desenvolvidos, a má alimentação deve-se hábitos alimentares incorretos, como os fast-foods. Há alimentos que fazem bem à saúde, como por exemplo, a soja.  
A soja proporciona alguns desses nutrientes, porque é um dos vegetais com maior valor nutritivo devido à sua quantidade de proteínas. A dieta com soja tem sido bastante popular não só pelo seu poder nutricional, mas também pela sua versatilidade de consumo. As bebidas à base de soja podem ser incluídas na alimentação como uma alternativa ao leite de vaca, principalmente para aqueles que possuem alergia ao leite e intolerância à lactose.

Adriana

Consumo de substâncias psicoactivas



            As drogas são definidas como toda substância, natural ou não, que modifica as funções normais de um organismo. A maioria das drogas é produzida a partir de plantas (drogas naturais), como por exemplo a marijuana e o ópio, proveniente da flor da papoula. Outras são produzidas em laboratórios (drogas sintéticas), como o ecstasy e o LSD. A maioria causa dependência química ou psicológica e pode levar à morte em caso de overdose. Existem exames médicos que conseguem detectar a presença de várias drogas no organismo - são chamados Exames Toxicológicos.
            As pessoas que tentam abandonar as drogas podem sofrer com a Síndrome de Abstinência, que são reações do organismo à falta da droga.
Drogas Naturais
·         Maconha – é uma das drogas mais populares. A maconha é consumida por meio de um enrolado de papel contendo a substância. É feita a partir de uma planta chamada canábis.
  • Ópio – é uma droga altamente viciante. O ópio é feito a partir da flor da papoula. Os principais efeitos são sonolência, vómitos e náuseas, além da perda de inteligência (como a maioria das drogas). Alguns opiáceos são a codeína, a heroína, a morfina, etc.
Drogas Sintéticas
  • Anfetaminas  - é uma droga cujo principal efeito é ser estimulante. É muito utilizada no Brasil por camionistas, com o objetivo de afastar o sono e permitir a condução por longos períodos.
  • Ecstasy – é uma droga altamente alucinogénia, causa forte ansiedade, náuseas, etc.
Drogas Semi-Sintéticas
  • Heroína - é uma das drogas mais devastadoras, altamente viciante. Causa rápido envelhecimento do usuário e forte depressão quando o efeito acaba.
  • Cocaína - a cocaína é o pó produzido a partir da folha de coca, e o crack é a versão petrificada dessa droga. Altamente viciantes, deterioram rapidamente o organismo do drogado, causando também perda de inteligência, alucinações, ansiedade, etc.
                O tráfico de drogas é chamado de narcotráfico. Algumas dessas substâncias são utilizadas em medicamentos (drogas lícitas), outras são proibidas em quase todo o mundo (drogas ilícitas).

Daniel Santos

terça-feira, 8 de abril de 2014

Lágrimas com cor


         A vida é feita de etapas, há boas etapas e más etapas. Saber lidar com elas é um dom que poucas pessoas possuem. Eles dizem que o que não nos mata torna-nos fortes, mas o que não me matou também não me tornou forte.
         É difícil lidar com as más etapas da nossa vida, não é uma coisa em que eu seja boa. Desistir foi sempre o que eu fiz, logo que me apareceu o primeiro obstáculo. Fraca? Talvez. É duro saber que nunca iremos ser bons o suficiente para enfrentar as dificuldades. Todos dizem para sermos como somos, mas somos julgados por o tentarmos. A minha vida pode ser exemplificada como um precipício, independentemente do passo que eu der, posso cair e não vou ter ninguém para me agarrar. A vida é injusta!
         Acordei e, sinceramente, a minha vontade de abrir os olhos diminuiu gradualmente. A minha vontade de viver diminuiu gradualmente. Talvez estou a ser dramática demais, mas é o que estou a sentir. Viver era suposto ser agradável, mas por que é que para mim não é? Há algo de errado comigo? É tão complicado saber que, por algum motivo, eu não sou boa o suficiente e nunca o vou ser. A cada dia da minha vida, tudo piora.
         Levantei-me e fui vestir a minha roupa. À minha frente estava um espelho e enquanto tirava o meu pijama, eu observava o meu corpo.
         Gorda, gorda, gorda!
         O meu subconsciente gritava, pausadamente, e sem eu perceber os meus olhos ganhavam um líquido transparente. A dor apoderou-se de mim de uma forma indescritível. Eu não consigo aguentar isto. É muita coisa.
         Truz, truz, truz!
         Alguém bateu à minha porta e eu, num movimento inconsciente, limpei as lágrimas e visti a minha roupa.
         - Podes entrar!- gritei.- A pessoa que se encontrava fora do meu quarto entrou.
         - Querida, vais chegar tarde à escola…
         - Mãe, eu sei. Ok? Pára de andar sempre a chatear-me!
         - Emily, eu só quero o teu bem. Meu Deus! Estás tão magra!- exclamou com uma mão à frente da sua boca.
         - Pára! Pára! Saí do meu quarto!- gritei, empurrando-a para fora do meu quarto.
         Já não sei mais o que fazer, algumas pessoas dizem que estou magra e outros dizem que estou gorda. É que se fosse só o problema do peso… O problema é que eu sou tudo e mais alguma coisa. Comecei a chorar e fui à minha casa de banho. Olhei para o espelho, que se encontrava acima dos lavatórios. Os meus olhos grandes e verdes encontravam-se escuros, os meus lábios carnudos e vermelhos, encontravam-se desenhados numa simples linha de um cor- ‑de-rosa morto, a minha pele estava pálida.
         Não serves para nada! Inútil! És tão feia! Nunca, mas nunca, ninguém te vai amar! Todos te odeiam, não vês?
         O meu subconsciente gritava repetidamente. Agarrei num copo que continha água para bochechar e joguei-o contra o espelho. O espelho dividiu-se em pequenos vidros no chão. Deslizei entre os lavatórios e alguns vidros magoaram-me, criando feridas na minha pele. Senti um pouco de dor e, de repente, toda a dor que sentia desviou-se para as minhas mini feridas. Naquele momento, tinha encontrado a solução para a dor da minha alma. Peguei num caco que estava ao meu lado, fechei os meus olhos e espetei o vidro na minha pele. Como por magia toda a minha dor desapareceu. Voltei a fazer umas quantas vezes o mesmo ato. O sangue escorria pelo caco e pelo meu braço. As lágrimas secavam. Voltei a fazer a mesma coisa e tudo começava a rodar. Fechei os meus olhos e já não os conseguia abrir. Tudo começou a ficar escuro e nem pensar eu conseguia. Por momentos, pensei que tinha entrado no paraíso, onde ninguém me poderia julgar.

         Depois, abri, lentamente, os meus olhos.
Daniela Lameirinhas