domingo, 27 de abril de 2014

A gravidez na adolescência

         A adolescência é definida como o período de transição entre a infância e a idade adulta caracterizada por instabilidade emocional, mudanças corporais e sociais.
            Engravidar na adolescência é, na maior parte das vezes, uma atitude não planejada, passível de conflitos externos e internos, na qual a adolescente que se encontra nessa fase não está suficientemente preparada para a gestação.
             Os índices dessa situação aumentam constantemente, considerando pesquisas em variados países.

Como prevenir a gravidez na adolescência?

 A gravidez na adolescência pode ocorrer de diversas formas:
·         Atividade sexual precoce e inconsequente;
·         Violência sexual
·         Dificuldade no diálogo familiar, entre outros.

Para evitar esse possível transtorno, é necessário existir:
·         Confiança mútua no ambiente familiar;
·         Informações mais detalhados sobre métodos contracetivos;
·         Redução da ideologia impregnada da desvalorização do conceito sexual exposta às crianças;
·          Desmistificação de algumas ideias repassadas entre amigos e, acima de tudo, respeito e limite ao seu próprio tempo quanto ao início da atividade sexual.

          As etapas de qualquer gravidez, seja ela planeada ou não, exigem cuidados importantíssimos à saúde da mãe e do bebé. Os riscos são bem mais incidentes em gestantes adolescentes, por isso, necessitam de uma assistência médica o mais rápido possível.

Estudos sobre a gravidez na adolescência

            A gravidez na adolescência tem sido foco de pesquisas no mundo inteiro. Na década de 80, chegou a ocupar o primeiro lugar dos problemas de saúde pública norte-americano. Em razão disso, medidas foram tomadas e, finalmente, nos anos 90 as taxas de gravidez e de nascimentos diminuíram. Ainda assim, os nascimentos entre “teenagers” americanas continuaram mais expressivos do que em outros países desenvolvidos.
            O quinto relatório anual do State of The Word’s Mothers, publicado em 2004, com dados recolhidos entre 1995 e 2002, destacou que 13 milhões de nascimentos (1/4 de todos os nascimentos do mundo) são de mulheres com menos de 20 anos, em mais de 90% de países em desenvolvimento. Essa percentagem varia entre 8% na Ásia até 55% na África. O documento apontou para o alerta de que a gravidez e o parto foram as principais causas de morte em mulheres de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento.
            Um estudo realizado com 161 adolescentes grávidas, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2003, na Maternidade Júlio Diniz em Portugal apontou resultados epidemiológicos expressivos. Entre eles: as adolescentes têm idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos (média=16.06 anos); em mais de um quarto da amostra ambos os pais são adolescentes (31,9%); a maior parte das vezes a grávida (78,3%) ou o companheiro (71,8%) não têm a escolaridade obrigatória.

Opinião:
           
            Na minha opinião, a gravidez na adolescência é um dos maiores problemas da sociedade atual, uma vez que pode causar a morte nas adolescentes grávidas, já que estas não estão preparadas para tal. Esta gravidez resulta, maioritariamente, da resistência à contraceção e do desejo inconsciente dos jovens de engravidar ou de ter filhos. Esta resistência resulta do perfil psicológico do/a adolescente.

            Podemos verificar que a maior parte dos casos em que adolescentes aparecem grávidas ocorre nos países em desenvolvimento, talvez devido à falta de informação e de vias comunicacionais que estes países apresentam. 
Carolina


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