O caldo de pedra
(Surge um frade
vestido com um traje cor de vinho e os cabelos a disfarçar a careca, junto a
uma casa pobre e pequena)
Frade-
(bate a porta e é recebido pelos moradores) Ora, boas. Vim pedir uma esmolinha,
por favor. Sois uma boa gente e dar-me-eis comidinha.
Morador-(com ar de ignorância) Isso
era o que mais faltava, nem para mim tenho quanto mais para os outros.
Frade-
Oh! Que vida a minha! (voltando para traz pensativo). Já sei! (foi à mesma casa
de onde tinha saído).
Frade-
Desculpai-me, mas poderei eu tentar fazer uma sopinha de pedra?
Morador-
(acompanhado pela mulher) Ah! Uma sopa de pedra! (rindo-se) Sempre quero ver
isso. Entra.
Frade-
(com um sorriso na cara) A minha sopa ficaria mais deliciosa se me emprestassem
uma panela de barro, um fogão, unto, umas pedrinhas de sal e uma couvinha.
Frade-
(orgulhoso) Cheirai esta beleza!
Moradores-
(espantados) Vamos buscar pratos.
Frade-
(comendo apressadamente apenas deixando a pedra na panela) Que delícia!
Moradores-
(desiludidos) Então o que vai fazer com a pedra?
Frade-
A pedra? (rindo-se) Vou levá-la para poder comer em mais uma casa de egoístas.
Daniel Santos Nº11_8ºB
Joel
Vieira Nº15_8ºB
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