segunda-feira, 23 de junho de 2014

O caldo de pedra

O caldo de pedra
(Surge um frade vestido com um traje cor de vinho e os cabelos a disfarçar a careca, junto a uma casa pobre e pequena)

Frade- (bate a porta e é recebido pelos moradores) Ora, boas. Vim pedir uma esmolinha, por favor. Sois uma boa gente e dar-me-eis comidinha.

Morador-(com ar de ignorância) Isso era o que mais faltava, nem para mim tenho quanto mais para os outros. 

Frade- Oh! Que vida a minha! (voltando para traz pensativo). Já sei! (foi à mesma casa de onde tinha saído).

Frade- Desculpai-me, mas poderei eu tentar fazer uma sopinha de pedra?

Morador- (acompanhado pela mulher) Ah! Uma sopa de pedra! (rindo-se) Sempre quero ver isso. Entra.

Frade- (com um sorriso na cara) A minha sopa ficaria mais deliciosa se me emprestassem uma panela de barro, um fogão, unto, umas pedrinhas de sal e uma couvinha.

Frade- (orgulhoso) Cheirai esta beleza!

Moradores- (espantados) Vamos buscar pratos.

Frade- (comendo apressadamente apenas deixando a pedra na panela) Que delícia!

Moradores- (desiludidos) Então o que vai fazer com a pedra?

Frade- A pedra? (rindo-se) Vou levá-la para poder comer em mais uma casa de egoístas.

 Daniel Santos Nº11_8ºB
Joel Vieira Nº15_8ºB

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