Manuel
terça-feira, 24 de junho de 2014
Gémeos Siameses
Gémeos siameses são gémeos
idênticos cujos corpos estão ligados por alguma parte dos seus corpos. Normalmente,
uma das cabeças controla um braço e uma perna. Estas crianças costumam ter um
curto período de vida, sofrendo grande stress psicológico. A vida dos gémeos siameses
é difícil, uma vez que sentem dificuldade em executar inúmeras tarefas.
Abigail
e Brittany Hensel nascidas a 7 de março de 1990 são gémeas siamesas, filhas de
pais que rejeitaram a operação uma vez que as gémeas corriam perigo de vida. Estas
gémeas foram criadas em New German e, aos 12 anos, submeteram-se a uma cirurgia
para corrigir a escoliose (desvio na coluna vertebral) e para expandir a caixa
torácica, para evitar futuros problemas com a respiração. Apesar de serem gémeas,
têm gostos diferentes na alimentação e na roupa. Ambas tiraram a carta de
condução e concluíram o ensino superior em 2008. Abigail é melhor em matemática
e Brittany é melhor em inglês.
A
maior preocupação delas é em relação à sua saúde, pois apenas quatro pares de gémeos
siameses que partilhavam o mesmo tronco e duas pernas sobreviveram até a idade
adulta, sendo que a maioria destes possuíam problemas cardíacos congénitos ou
anomalias de outros órgãos.
Até
agora não se mostraram à vontade para todos os estudos médicos, sendo que
pretendiam, ainda, fazer um número limitado de aparições, no futuro,
principalmente para aliviar a curiosidade do mundo e reduzir o número de pessoas
que poderiam ser surpreendidas pelas configurações incomuns delas.
Recentemente,
elas declaram que não gostam de ser olhadas intensamente, de ser fotografadas
por pessoas estranhas ou de falar sobre as suas vidas privadas, mas disseram
que esperam um dia namorar, casar e ter filhos. Elas acreditam, ainda, que
podem ser capazes de conduzir de outra forma a vida social.
Alexandre
Cancro da Mama
O cancro da mama é um tumor maligno que se
desenvolve nas células do tecido mamário. É muito mais frequente nas mulheres,
mas pode atingir também os homens.
Os cuidados que se devem ter para detectar o
cancro da mama são:
- Fazer um auto exame à mama mensalmente, após o período menstrual;
- Ir ao médico especialista em patologia mamária uma vez por ano;
Os sintomas mais comuns do cancro da mama são:
- Aparecimento de nódulo/endurecimento da mama ou debaixo do braço (na axila);
- Mudança no tamanho ou no formato da mama;
- Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da aréola;
- Corrimento pelo mamilo, com ou sem sangue;
- Retração da pele da mama ou do mamilo
Para curar o cancro da mama pode-se recorrer aos
seguintes tratamentos:
- Cirurgia;
- Radioterapia;
- Quimioterapia;
- Hormonoterapia;
- Reabilitação:
Existem vários tipos de cancro da mama desde
Carcinoma ductal “in situ” (CDIS) até Carcinoma inflamatório da mama.
Estes cancros são dos que mais mortes causam em
Portugal.
Daniel Lopes
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Se estou sozinha...
Se estou sozinha
sozinha quero ficar.
Se estou acompanhada
não posso contrariar.
É bom estar sozinha,
poder ser eu,
sonhar, imaginar,
e acreditar
que tudo vai melhorar.
Pensar que
o mundo gira à volta de alguém
que nem respeito por mim tem
é algo que me desanima
e nunca me vai ajudar na vida.
Tudo a correr mal,
não pode piorar
é o que penso sempre sem parar.
Isolar-me,
devo?
Não! Tenho de arriscar!
Ângela
Depressão
Mais um dia
de trabalho: Catherine levantou-se, lavou vagarosamente o rosto com olheiras
fortes e lágrimas que escorriam pela cara até chegar ao colarinho da sua camisa,
arrastou-se até à cozinha para preparar um café forte, vestiu-se com cuidado e
calçou-se sem vontade, fazendo um esforço para chegar até à porta sem voltar
para a cama.
Quando Bob
morreu, todo o peso da vida lhe subira para as costas, caindo vezes sem conta
numa profunda tristeza.
Quando chegou
ao trabalho, Joan, a administradora da sua secção, lembrou-a como sempre, que a
empresa tinha horários para cumprir, relatórios para entregar, viagens de
negócios para fazer,... Catherine apenas
sussurrou ao seu ouvido: a vida não é um mar de rosas, mas um mar de espinhos! De
seguida, foi Sarah que lhe entregou um monte de papéis que precisavam de ser
classificados e carimbados. E sem falta, veio também a Allana para lhe entregar
o correio e as cartas que precisavam de ser enviadas novamente.
A única
presença que lhe agradou foi a de Emily, a sua melhor amiga, e que por sorte era sua colega. Essa sim era uma verdadeira amiga que sempre estivera presente, nas
boas e nas más situações. Mas desta vez a sua presença devia-se a algo mais importante:
Albert tinha tido um acidente, o que exaltou Catherine. Ao receber esta notícia, Catherine deu um
pulo da cadeira e correu pelo corredor até chegar ao elevador, mas como este
estava a demorar muito, decidiu ir pelas escadas, esquecendo-se que tinha
deixado Emily sozinha.
Após ter
chegado ao hospital, Catherine encontrou Tim que a informou que o seu sobrinho se encontrava em estado grave, com um elevado risco de morrer. Catherine
ajoelhou-se no meio do corredor chorando ruidosamente e pedindo justificação
para que tudo aquilo lhe estava a acontecer. Quando se acalmou, ligou a Emily
e contou-lhe tudo. Esta saiu imediatamente da empresa e foi ter com Catherine
para a apoiar como fizera toda a vida, tentando animá-la e sofrendo com ela.
Passadas algumas
horas, o médico saiu do consultório e dirigiu-se a Catherine, a Tim e a Emily com
uma expressão triste e disse-lhes que infelizmente, Albert não resistira e acabara por morrer apesar de todas as tentativas para o ajudar.
Mais uma
vez, Catherine viu-se perdida tal como quando perdera o seu marido. Mas como
sempre fizera, Emily apoiou-a. Por muito estranho que parecesse, desta vez,
Catherine dispensou toda a ajuda e nesse dia não voltou ao trabalho. Foi para
casa.
Esta
situação foi a gota final para Catherine, pois nos dias seguintes não houve
notícias dela. Tim, que para além de ser pai de Albert, era carteiro, ficou intrigado por ver que a caixa do correio de sua casa estava cheia.
Então, resolveu falar com Emily, que não adiantou qualquer informação, pois
também não sabia de nada.
No dia seguinte, foram a sua casa, bateram à porta e tocaram à campainha, mas
não obtiveram resposta. Contactaram imediatamente as autoridades policiais, que logo
chegaram e abriram a porta. Catherine encontrava-se ajoelhada a um canto da
casa de banho: no seu rosto sobressaíam os olhos inchados e avermelhados, por
onde desciam as lágrimas até chegarem à camisa; os seus braços apresentavam
vários cortes que formavam diferentes e esquisitas figuras; o seu corpo
encontrava-se mais magro e desmazelado; a roupa que vestia estava suja de maquilhagem de limpar o seu rosto; os seus pés estavam descalços; e o
seu cabelo tinha sido cortado de uma forma estranha que demonstrava rebeldia.
Por tudo isto, Catherine foi internada numa clínica para recuperar, pois foi-lhe diagnosticada uma depressão tão grave que corria o risco de ficar para toda a vida.
Ângela
Como é viver com diabetes na Infância…
Diabetes tipo1 é uma doença crónica,
que é provocada por hereditariedade. Esta doença desenvolve-se devido sistema imunólogico
do organismo destruir as células. Esta doença não tem cura, por isso, é uma
doença crónica muito perigosa.
Esta
doença é mais negativa no período infantil, porque, por norma, as crianças
comem muitos chocolates. Se tiverem esta
doença, não os podem comer, pois podem ter um ataque de glicémia (o nosso corpo
transforma alguns dos hidratos de carbono ingeridos em glicose e a glicémia é o
nível de glicose presente no nosso sangue, ou seja, quando comemos muito, a
glicemia aumenta, ao passo que, quando comemos pouco, esta mantém-se baixa). Isto
vai fazer com que estas crianças se sintam tristes, inseguras e injustiçadas. Para
além disso,elas tambem são rejeitadas pela sociedade.
As
crianças afetadas, se não tiverem cuidado, podem vir a ter:
·
Problemas a nível do sistema nervoso;
·
Problemas a nível dos olhos;
·
Problemas a nível do sistema cardiovascular;
·
Problemas a nível dos pés;
·
Problemas a nível dos rins;
·
Problemas a nível dos dentes;
Tendo em
conta esta doença, os pais deveriam fazer um diagonóstico precose para detetarem precocemente a doença
e para as consequências não serem tão graves.
Tiago Ribeiro
O caldo de pedra
O caldo de pedra
(Surge um frade
vestido com um traje cor de vinho e os cabelos a disfarçar a careca, junto a
uma casa pobre e pequena)
Frade-
(bate a porta e é recebido pelos moradores) Ora, boas. Vim pedir uma esmolinha,
por favor. Sois uma boa gente e dar-me-eis comidinha.
Morador-(com ar de ignorância) Isso
era o que mais faltava, nem para mim tenho quanto mais para os outros.
Frade-
Oh! Que vida a minha! (voltando para traz pensativo). Já sei! (foi à mesma casa
de onde tinha saído).
Frade-
Desculpai-me, mas poderei eu tentar fazer uma sopinha de pedra?
Morador-
(acompanhado pela mulher) Ah! Uma sopa de pedra! (rindo-se) Sempre quero ver
isso. Entra.
Frade-
(com um sorriso na cara) A minha sopa ficaria mais deliciosa se me emprestassem
uma panela de barro, um fogão, unto, umas pedrinhas de sal e uma couvinha.
Frade-
(orgulhoso) Cheirai esta beleza!
Moradores-
(espantados) Vamos buscar pratos.
Frade-
(comendo apressadamente apenas deixando a pedra na panela) Que delícia!
Moradores-
(desiludidos) Então o que vai fazer com a pedra?
Frade-
A pedra? (rindo-se) Vou levá-la para poder comer em mais uma casa de egoístas.
Daniel Santos Nº11_8ºB
Joel
Vieira Nº15_8ºB
O caldo de pedra
Ato I
Cena I
O frade entra em cena, vestido
com uma longa veste castanha, de onde sobressai a sua pele pálida. No cenário,
junto a uma casa vermelha, vêem-se pequenos flocos de neve. Estatura média, bem
constituído, com sobrancelhas carregadas, cabelo postiço e um bigode bem
aprumado.
Frade
– (batendo
à porta) – Não querem dar uma
esmolinha aqui ao frade?
Lavrador
– (vestido
com um colete e, com umas calças largas e ensebadas) – Não, não! Tu daqui não levas nada! Vai-te lá
embora!
Frade – Vou ver se faço um caldinho de pedra. (pegando numa pedra, sacudiu-lhe a terra e
pôs-se a olhá-la para ver se era boa para fazer um caldo) Parece boa!
Gente da casa – Ah! Ah! Ah! Agora uma sopa de pedra! Havia de ser
bonito!
Frade – Então, nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo
que é uma coisa muito boa!
Gente da casa – Sempre queremos ver isso.
Frade – (lavando
a pedra) – Era isso mesmo que eu queria ouvir! Se me emprestassem aí um
pucarinho, até dava uma ajudinha.
Gente da casa – (dando-lhe uma
panela de barro) – Faça favor!
Frade – Ora, chegue-se aqui. Para começar, enche-se de
água e deita-se-lhe a pedra dentro. Agora se me deixassem estar a panelinha aí
ao pé das brasas…
Gente da casa – Claro que sim!
Frade – Oi! Já está quase pronta! Com um bocadinho de
unto é que o caldo ficava de primor! Era como a cereja no topo do bolo!
Gente da casa – Aqui tem o unto que pediu! (observando o caldo) Nunca vi nada assim! Sim, senhor! Estou para
ver o que vai sair daí.
Frade – Está um bocadinho insosso; bem precisa de uma
pedrinha de sal. Venha cá provar!
Gente da casa - Aqui está o sal para o seu cozinhado.
Frade – Está quase pronto. Agora com uns olhinhos de
couve, ficava que os anjos o comeriam.
Dona da casa – Trouxe-lhe duas couves tenras da minha horta.
Frade – É só limpá-las, ripá-las com os dedos e deitar as
folhas na panela. A água já está a ferver. Ai! Um naquinho de chouriço é que
lhe dava uma graça…
Dona da casa – (irónica)
– Tome lá um pedaço de chouriço! Não quero que lhe falte nada!
Frade – Para terminar, bota-se o chouriço na panela e só
esperar que se coza. (tirando do alforge
pão e arranjando-se para comer) Cheira bem que é um regalo! (à parte) Dei-lhes a volta “com uma
pinta do caneco”! Caíram que nem uns patinhos!
Gente da casa – Comeste e lambeste o beiço! Devia estar mesmo
boa!
Frade – Estava deliciosa! É pena é que não tenha sobrado
nada para vocês!
Gente da casa – Ah! Não faz mal! Mas, ó senhor Frade, então a
pedra?
Frade – A pedra, essa, lavo-a e levo-a comigo para a
próxima vez! Hi! Hi! Hi! (concluindo e
levantando-se para partir) Viram! Não me queriam dar nada, mas eu comi na
mesma! Ah! Ah! Ah!
Elaborado por:
Adriana
Carvalho, nº1
Beatriz Boiça,
nº5
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Saúde oral
A saúde oral
É um problema
importante
Se não tratarmos
dela
Pode tornar-se
angustiante.
Com a saúde
É preciso tomar
precauções
Para os nossos
dentinhos
Não sofrerem
lesões.
As doenças
periodontais e as cáries
São das mais
frequentes,
Sobretudo nas
grávidas
E nos
adolescentes.
Se nos informarmos
sobre a situação
Corremos menos
riscos
E também
ajudamos
A nova geração.
Ah! Estava a
esquecer-me dos seus três amiguinhos
O fio dental, a
pasta e a escovinha
Como uma autêntica
estrelinha.
Beatriz
Santos_nº8_8ºB
A Cor da Amizade
Primeiro dia de escola. Cidade nova,
escola nova, amigos novos… Tudo ia começar de novo. Tinha que enfrentar de novo
as miúdas loucas, magrinhas a chamarem-me gorda, os rapazes a gozar comigo….
- Maria, desce para tomar o
pequeno-almoço – chamou a mãe.
Desci as escadas e lá estavam aquelas
tentações todas que, cada vez que as levava à boca, me faziam engordar 1 kg.
Será que a mãe não percebe que aquilo é uma tentação à qual não consigo
resistir? Será que ela não percebe que não é a dar-me de comer aquilo que vou
emagrecer como ela diz? Não se percebem as mães. Querem que emagrecemos e só
nos dão coisas cheias de calorias para engordar!
Entrada da escola. A mãe começou a
apitar e a dizer-me adeus. Que mau começo. A minha intenção de não dar nas
vistas tinha ido por água abaixo. Agora só faltava encarar a situação da melhor
maneira, ignorando os comentários.
Chegou uma rapariga ao pé de mim a
dizer-me olá. Não podia ser verdade. Ela era magrinha, tinha as curvas perfeitas
e, de cada vez que passávamos por um rapaz, este assobiava-lhe.
- Olá! Chamo-me Joana. Sou nova na
escola. Será que me podes fazer uma pequena visita guiada?
Tudo explicado. Nova na escola e sem
amigos. Embora por pouco tempo, pois com aquele corpo e aquela cara todos iam
querer andar com ela. Ignorei-a. Não queria que ela fosse gozada logo no seu
primeiro dia.
- És de que turma? – continuou a
rapariga.
Continuei a ignorar.
- Eu sou do 10ºA. E tu?
O melhor era responder, antes que ela fosse vista mais tempo
comigo.
- Também sou do 10ºA. Mas agora é melhor afastares-te e não
falares mais para mim. Acredita! Não vais querer ser vista comigo!
- Porquê? – perguntou a rapariga sem perceber nada.
Mas será que ela não percebia que se fosse vista comigo nunca
mais ia ser vista com olhos de ver? Esta rapariga não pensa….
Puxei-a para um canto.
- Será que tu não pensas? Será que não sabes que se fores
vista comigo vais ser gozada para o resto da vida? Deixaste o cérebro em casa?
- O que é que estás para aí a dizer? – perguntou Joana,
admirada.
- Eu sou gorda. Ninguém gosta das pessoas gordas.
Fiquei admirada! Ela estava a sorrir. Mas que piada tinha
aquilo? Esta rapariga não é mesmo boa da cabeça….
- Estás parva? Ser gorda não é nenhuma doença, é apenas um
aspeto físico. Sinceramente, a mim as aparências não importam… O que importa é
o que vem de dentro e tu pareces-me muito simpática e muito boa pessoa. Vem,
vamos conhecer o resto da escola.
Fiquei pasmada a olhar para ela. Ela era simpática e não me julgou
pela minha aparência. Tinha a certeza que íamos ser boas amigas para o resto da
vida.
Uma vontade súbita de a abraçar veio-me à cabeça e não
hesitei em fazê-lo.
Beatriz
Cruz_nº6
segunda-feira, 9 de junho de 2014
O Caldo de Pedra (versão 2)
O Caldo de Pedra
Ato 1
Cena 1
(Surge um frade vestido com
um hábito muito estragado e velho, com umas olheiras bastante profundas. Para
junto a uma porta de uma casa velha, mas bonita.)
Frade (abre
a porta e grita) – Boa noite, ó da casa.
Lavrador (abre
a porta juntamente com a mulher, mostrando-se com uma roupa castanha muito suja. As suas barbas cobrem o seu pescoço e fala arrogantemente) – Que queres?
Frade – Já que somos todos irmãos, podeis dar-me
alguma coisa que se coma ou beba? Deus irá compensar-te, meu irmão.
Lavrador – Não tenho possibilidades para tal.
Frade (suspirando) – Queria fazer um caldinho de pedra. (Pega numa pedra do chão, sacode-lhe a terra
e olha para ela atentamente)
Lavrador e sua mulher (rindo-se)
– O quê?! Ahahahah! Caldo de pedra?! Ahahaha!
Frade – Estão a rir-se?! Então, nunca comeram
caldo de pedra?! Só lhes digo que é muito bom!
Mulher do lavrador – Sempre quero ver isso, ahahah!
Ato 2
Cena 1
(Frade entra dentro de casa.
Há uma mesa redonda no centro da cozinha e a lareira está acesa.)
Frade (a
sorrir) – Se me
emprestassem aí um pucarinho…
(A mulher do lavrador dá-lhe
uma panela de barro)
Mulher do Lavrador – Tome lá, mas tenha cuidado!
Frade (enche
a panela de água) – Agora é só pôr a pedra. (põe-na dentro da panela) Não se preocupe que vai ficar uma sopa
de comer e chorar por mais! (Fazendo uma
pausa) Se me deixassem pôr a panelinha ao pé das brasas ficaria muito
melhor.
(O Lavrador e a sua mulher acenam ao mesmo tempo)
Frade (põe
a panela ao lume e esta chia) – Com um bocadinho de unto é que o caldo
ficava um primor.
Mulher do lavrador (pega
no unto) – Tome lá.
Frade – É só mais isto. (e põe o unto na panela)
(Seguem-se
momentos de espera enquanto a panela ferve e os donos de casa mostram-se
pasmados)
Frade (prova
o caldo) – Está um bocadinho insosso, bem precisa de uma pedrinha de sal.
Mulher do Lavrador – Tome o sal.
Frade (tempera
e prova o caldo) – Muito melhor! Mas com uns olhinhos de couve ficava que
os anjos o comeriam.
Mulher do lavrador (entrega-lhe
duas couves tenras) – Aqui estão as couves.
Frade (limpa
as couves e ripa-as com os dedos, deitando as folhas na panela) – Muito
obrigado. Um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça…
Mulher do lavrador (vai
buscar o chouriço e estende-lho) – Tem aqui o chouriço, mas não abuse da
sorte.
Frade (coloca
o chouriço na panela e, enquanto este coze, tira do alforge o pão. Arranja-se
para comer com vagar) – Olhe, chegue aqui. Veja lá se não cheira bem…
Mulher do lavrador – Cheira, pois!
(Frade come o caldo e lambe o
beiço. Despeja a panela e a pedra fica no fundo)
Lavrador – Ó senhor frade, então e a pedra?
Frade- A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra
vez. (sorri com ar irónico)
Carolina
Oliveira nº9 8ºB
Beatriz
Calado nº7 8ºB
O Caldo da Pedra
O
Caldo da Pedra
Ato I
Cena I
Entra em cena
um frade vestido a rigor. A sua longa veste castanha sobressai na luz do
cenário, devido à luz intensa que representa o sol. O frade apresenta umas
olheiras profundas e a sua palidez compara-se a uma folha de papel. No mesmo
cenário, existem mais casas, como ponto de encontro existe um jardim com tulipas vermelhas e há pessoas a andarem pela vila que, quando passam pelo frade, o
olham de lado e continuam o seu caminho. O frade para à frente de uma porta, branca
com mármore a contorná-la.
Frade (Batendo à porta e caindo junto da mesma.)-
Estou com tanta fome! Sabia tão bem comer um caldinho de pedra. (O frade pega numa pedra, de tamanho médio e
de uma cor acizentada.)
Dono da casa- Ah!Ah!
Olha-me este tolo!
Frade- Então, nunca
comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.
Dono de casa- Sempre
queremos ver isso.
Frade ( Lavando a pedra)- Se me emprestarem um pucarinho,
eu faço o caldinho de pedra.
O dono da casa dá-lhe uma panela de barro.
Frade (Enchendo a panela com água e pondo a pedra dentro da mesma)- Poderia pôr
esta panelinha ao lume para aquecer?
Dono de casa (Com um riso de gozo.)- Entra, sempre quero ver o que
vais fazer.
O fadre entra e
põe a panela ao lume.
Fadre (A panela começa a chiar.)- Com um
bocadinho de unto é que o caldo ficava de primor…
O dono da casa
vai buscar-he o unto. Todas as outras pessoas se encontravam incrédulas. Só se
ouve o ferver do caldo.
Frade (Provando o caldo.)- Será que me podiam dar sal, o
caldo está insosso e já agora também me podiam ir buscar umas couves?
O dono de casa vai buscar-lhe aquilo que o frade lhe pediu.
Frade- Não quero ser aproveitador, mas podiam dar-me um chouriço? Ai, assim é que este caldo ia ficar uma delícia.
Dono da casa- Tome este
chouriço.
Frade (Pondo o chouriço no caldo)- Vejam como
cheira tão bem!
Dono da casa (Cheirando a sopa)- Cheira muito bem! Vá, quero é
ver o frade a comer isto.
Frade- Com todo o
gosto!
O frade começa
a comer o caldo. Este acaba e só se consegue ver a pedra no fundo da panela.
Dono da casa- Oh! Oh!
Olha-me esta, então e a pedra? Não a comes?
Frade ( Rindo-se )- A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
A peça acaba com a cortina a fechar-se.
Daniela
Lameirinhas
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Ser jovem é
Ser jovem é ter vontade de fazer tudo
E de não fazer nada.
Ser jovem é sofrer, amar e não ser feliz,
É querer ser muito e não ser nada,
Querer fazer coisas fora do tempo.
Ser jovem é sonhar mais que os outros,
É aprender com os erros.
Ser jovem é aproveitar o que há de melhor,
É , simplesmente, ser a adrenalina.
Daniela Lameirinhas
Amor é…
Amor é felicidade e dor,
É imaginar algo bom,
É perceber o outro.
Amor é a união entre dois e a confiança
sincera,
É uma luta pelo coração da pessoa que se
ama.
Amor é ser amado, é proteger alguém, é
sentir-se bem ao lado de quem gostamos.
É um sentimento que não depende de outras
situações
E que não tem hora nem lugar.
Amor é a tragédia e a alegria.
Carolina
A guerra é…
A guerra é a
dor e a desunião entre os homens,
A destruição
de famílias e discórdia entre todos,
O desgosto
de laços eternos!
A guerra é matar
gente inocente sem saber se merecem ou não viver
É uma luta
pelo poder,
É sonhar com
o impossível de se ter.
É
desrespeitar os outros,
É uma conquista
impossível.
Rúben
Amizade é…
Amizade é o acesso ao convívio entre amigos,
É
confiar no outro sem preconceitos,
Sendo
que feliz é aquele que sonha.
Amizade
é adicionar alegrias e partilhar tristezas.
Amizade
é a segunda maior relação afetiva.
É
como a plantação de uma semente que se rega,
Até
que se torne uma flor.
Amizade
é uma cumplicidade que não se consegue explicar,
Beatriz Boiça
Sonhar é...
Sonhar
é imaginar coisas impossíveis,
É
uma experiência que possui significados distintos.
É
passar pela chuva sem se molhar,
E,
mesmo molhando-se, não se desistir do seu sonho.
É
imaginar a perfeição,
Mesmo
que esta não exista de maneira alguma.
Ir
para lá do mundo, voar, viver, morrer, renascer…
É
a melhor aventura que se pode ter e
Pensar
no além.
Felicidade é…
Felicidade é
um sentimento que toda a gente deveria ter,
É uma
combinação de sorte com escolhas bem feitas,
É sorrir sem
motivos,
É
inalcançável para alguns,
É acordar
todos os dias com um sorriso na cara, mesmo que a vida não nos dê motivos para
tal,
É ser livre
e conviver,
É a melhor
coisa que uma pessoa pode ter,
É fazer o
bem e ser melhor,
Adriana
Crescer é…
Crescer é ser feliz cada dia e aprender,
Gabar-se aos miúdos pequenos, fazê-los
roer-se de inveja…
É ir aprendendo a lidar com as
coisas da melhor forma,
É aprender a ser feliz de dentro
para fora e
Tomar novas decisões, boas ou más.
É sobreviver e ser feliz.
Tiago Castelão
Solidão é...
Solidão é dor que nunca acaba,
Sentir tudo e não sentir nada.
É acordar sozinho,
É sonhar e não ter.
Solidão é quando nos abandonam,
É gritar e ninguém ouvir.
É um vazio impossível de preencher,
Sem emoções para viver.
Beatriz Duarte
Ler é…
Ler é sonhar acordado,
é viver com as palavras no mundo dos livros,
é viajar com os olhos e sentir cada letra no
coração.
É ir ao encontro dum
novo mundo
E viajar no mundo da
imaginação.
Ler é aquilo que
somos…
Entrar num sonho e
achar que tudo é perfeito à nossa volta,
É penetrar dentro da
história e entrar numa aventura sem fim.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
O Último Ato
A luz
clara espreitava pelo canto da janela velha e uma sombra era formada no soalho
do quarto. Toby abriu cuidadosamente a porta, tentando evitar o ranger
provocado pela idade, olhando fixamente cada objeto presente e estudando o
mistério daquele silêncio profundo.
Com o
passar das horas, a luz tornava-se cada vez mais forte, fazendo despertar o
desejo de abrir a janela e ficar a observar o mundo incerto que o rodeava no
exterior daquela casa.
Os
dias iam passando, todos iguais; o silêncio reinava na casa e apenas se
quebrava com a forte respiração do homem.
Toby ficara
velho com o passar dos anos, a alegria de ter vindo ao mundo desvanecera-se e
os seus olhos mostravam cada segundo de solidão passada em toda a sua vida. Ele
era de estatura média, olhos esverdeados com um ligeiro brilho cinza e com uma
expressão indefinida.
Os
seus dias estavam a terminar: sentia o frio a subir-lhe pelo corpo, a voz rouca
e a força a despedir-se. Decidiu, então, ser feliz pelo menos uma vez na vida,
abrindo aquela velha janela, coberta de pó e teias de aranhas que brilhavam no
escuro, à procura de um pouco mais do que os livros lhe tinham contado. Ao fazê-lo,
descobriu que não podia ficar à espera que a morte chegasse, tinha de enfrentar
a solidão e arriscar, descobrir coisas novas, procurar desafios e ser feliz.
Quando
finalmente conseguiu abrir a janela, Toby caiu no chão, pálido, frio, espantado
por ter de dizer adeus à vida naquele momento, que fora o mais belo de toda a
sua vida, mas mostrando uma expressão de satisfação pelo seu último ato.
Ângela Sousa
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