segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Férias Inesquecíveis


- Finalmente, férias! Uma ilha paradisíaca praticamente deserta será o meu destino!-disse para Sofia.
- Que sorte, Marta! Acho que vou apenas ficar em casa e sair de vez em quando.
- Marta, Marta, vamos embora!-ouvi a minha mãe a chamar-me.
Despedi-me da Sofia e fui com os meus pais.
         - Mãe, sempre vamos às Caraíbas? – perguntei entusiasmada.
         - Sim, Marta. Mas só daqui a duas semanas. – disse-me farta das minhas dúvidas.
         As duas semanas passaram rapidamente e no dia 2 de Julho dirigimo-nos para o Aeroporto de Lisboa. A viagem durou 8 horas, mas apesar da minha mãe estar sempre a mandar-me dormir, eu (por mais que tentasse) não o conseguia fazer, devido ao meu entusiasmo. Quando lá chegamos fomos diretos ao hotel para desfazer as malas e instalarmo-nos. Depois de estar tudo impecável, os meus pais quiseram ir à praia. Comemos numa esplanada lá perto e à noite regressámos ao hotel. Estava a ler um guia turístico quando reparo numa gruta misteriosa. Pedi aos meus pais para a visitar e eles não quiseram, pois achavam demasiado perigoso. Então, decidi ir lá sozinha no dia seguinte. Quando os meus pais estavam a dormir, escapei em direção à gruta e percorri-a, assustada, mas confiante. No final do grande corredor encontrei qualquer coisa escrita numa língua que eu desconhecia, mas mesmo assim toquei nessa parte e um bando de cobras venenosas apareceram. Tentei fugir, mas tropecei. Para minha sorte, uma porta abriu-se e um ET disse-me:
         - Se quiseres viver, ver comigo.
         Hesitei, mas acabei por subir para o OVNI, dirigindo-me para Marte. Quando tentei andar senti-me bastante frustrada por apenas conseguir saltar.
         - Maldita gravidade! – sussurrei para mim própria.
         Sentia-me nostalgicamente mal, nunca devia ter vindo sequer à gruta. Raios Marta, só fazes asneira!
         - Não te culpes a ti própria, Marta. Levar-te-emos de volta assim que possível. – disse-me um E.T.
         Eles conseguiam ouvir o que eu penso, oh meu Deus!
         - Deve ser esquisito para ti. – outro E.T. disse. Era mesmo verdade, mas que raio é isto?! Devo estar a dar em doida, só pode. Só depois reparei na sua aparência – pele verde, dois olhos vermelhos quadrados, uma boca ligado aos dois narizes que possuíam, quatros mãos e um cabelo grisalho bastante comprido. – ok, eu estou mesmo a dar em doida!
         - Quando me levam para casa? – perguntei finalmente, receosa e com a voz a falhar-me mais do que o normal.
         - Amanhã.
         Só sei que chorei a noite toda. Houve um E.T. que me disse que um dia em Marte equivalia a três dias na Terra, o que me aliviou, mas obviamente não me tirou a angústia. Finalmente, o sol rompeu o céu e todos se levantaram, indicando-me o caminho para a nave, que, por sua vez, me levaria ao meu planeta. Quando cheguei às Caraíbas a primeira coisa que fiz foi tomar um banho demorado. Depois, voltei para a praia, tentando arranjar uma desculpa coerente para os meus pais, pois tinha prometido aos marcianos (acho que posso chamá-los assim) que não iria contar a ninguém. Disse-lhes que tinha ido dar uma volta na praia e eles acreditaram na minha história.
         Nunca cheguei a perceber o que se tinha passado.


Beatriz Duarte

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O assalto

 Acordei a meio da noite com o ruído a estilhaçar-se. Corri à janela e vi um homem de cara coberta com uma máscara de esqui. Rapidamente, montou numa mota e, com a uma mochila às costas, fugiu.
         Achei estranho! Afinal de contas, quem teria interesse em assaltar um alfarrabista? Decidi acordar o meu colega de quarto, o João. Contei-lhe o que tinha acontecido e perguntei-lhe o que deveria fazer. Disse-me para chamar a polícia e assim fiz. Mas a polícia não acreditou e pensou que era uma brincadeira de mau gosto. Fiquei de tal forma aflito que resolvi ir eu atrás do homem.
         - Ei! Onde é que pensas que vais?
         - Já que a polícia não acredita em mim, eu vou atrás do homem. E tu? Queres vir comigo?
         - Claro que não! Achas que nós vamos conseguir fazer alguma coisa? Deixa lá isso e volta a dormir.
         Assim fiz. Voltei para a cama e esperei que o João adormecesse para poder seguir o homem. Quando cheguei à rua, estava um frio de ‘rachar’ e muito nevoeiro. Ainda assim, fui em frente.
         Tinha visto aquele homem a fugir para uma casa abandonada no cimo de um monte. Com esforço, fui até lá. Espreitei pela janela e vi um objeto de ouro. Mas o homem tinha assaltado um alfarrabista e não uma ourivesaria! Mas que raio … Como pode isto ser possível?! Continuei a espreitar e vi que a casa era muito esquisita e muito suja. Parecia mesmo uma casa assombrada! Reparei também que havia facas e sangue por todo o lado e questionei-me:
         -Será que ele mata pessoas?
         Continuei a segui-lo até à sala e, de repente, vi pessoas presas em jaulas e o assaltante a afiar facas e pensei para mim:
         -Será que ele os vai matar? Há que tempos que não assistia a um bom filme de terror!
         Mas eu pisei uma lata de sumo e o assaltante ouviu.
         Irritado, quis-me matar à naifada, mas eu consegui escapar.
         Depois, fui para minha casa, onde chamei a polícia que lá acreditou em mim, conseguiu resolver o caso e prendeu o assaltante.

Carolina

Descoberta Inesquecível

                        
Em 2063, Sofia é uma das mais brilhantes cientistas mundiais. A sua última invenção, o teleporte, permite viajar até outro local do Universo num ápice.
         Um dia experimentou novas coordenadas e viajou até outro planeta que, por incrível que pareça funcionava ao contrário. Ao lá chegar, viu gente a andar com as mãos; as pessoas estranharam o seu andar e começaram a chegar-se ao pé dela e a mexer-lhe com os pés. Como as pessoas lhes estavam a mexer com os pés, ela disse para pararem, pois era desconfortável. Eles pararam e um curioso perguntou-lhe:
         -Porque motivo andas ao contrário de nós?
         -Eu venho do outro lado do universo-respondeu Sofia.
         -E no outro lado do universo todos andam assim?-perguntou o curioso.
         -Sim, lá andamos com os pés; é tudo perfeito!
         Era tudo muito estranho, comiam com o nariz, ouviam pela boca e mastigavam pelas orelhas; de seguida, a comida em vez de ir para o estômago ia para o cérebro. Era tudo estranho, já para não falar de comerem no bidé e dormirem em pé.
         -Mas que animal tão estranho que tu és!-disse-me uma pessoa muito baixa.
         -Não sou um animal, sou uma pessoa.
         -E que é isso?
         -É um ser constituído por ossos, carne, enfim como tu…
         A partir daí os humanos e marcianos ficaram sempre amigos e faziam sempre viagens entre seus planetas.     

Joel Vieira    

Pequenas Criaturas Roxas



         Um dia, enquanto estava em casa do seu avô, João ouviu um ruído estranho na sala. Curioso, espreitou e qual não foi o seu espanto quando viu, em cima do tapete, um pequeno ser roxo com unas enormes orelhas pontiagudas, semelhante a um gerbilo. Assim que o viu, o pequeno ser assustou-se e, empurrando uma pedra da lareira, fez surgir uma abertura por onde se escapuliu. João não perdeu e seguiu-o.
         Ao entrar na abertura, que era grande e um pouco escura, João sentiu um calafrio na barriga. Uma aventura na casa do seu avô, onde os seus dias costumavam ser um puro tédio. Ao longo da descida daquele buraco, João ia vendo uma luz tão branca e incandescente que o impedia de abrir os olhos. De repente, sem dar conta algo lhe caiu na cabeça. Desmaiou por uns instantes e quando acordou verificou que estava amarrado com fortes cordas e em cima de uma fogueira. Olhou em sua volta e viu uma enorme multidão de gerbilos. Estava cheio de calor, João não sabia o que fazer. Entrou em apuros, tentando soltar-se. Depois percebeu que se se soltasse cairia na fogueira. Só reparou que estava a descer até a fogueira quando se queimou na mão. Por momentos, pensou que era o fim, que iria morrer mas algo de estranho aconteceu, nesse preciso momento. Todos se foram embora e a corda parou de descer e pensou:
         - Como é que vou sair daqui?- logo de seguida ele viu uma faca e começou a raciocinar.- Se eu cortar as cordas, vou queimar-me.
         Ele decidiu cortar as cordas a ficar ali todo nu especado, mas a mão escapou e ele pô-la na fogueira e gritou:
         - FOGOOO!!
         Ao meter a mão no fogo, teve uma ideia: iria sacrificar a sua mão, punha-a em chama e assustava os ratos. Assim fez, meteu a mão arder e assustou os ratos. Depois de se ter libertado, apareceram cobras, pegou num rato morto e jogou-o para as cobras.
         As cobras foram todas atrás do rato e ele teve hipótese de fugir, só faltava apagar a fogueira. O sangue que escorria da sua mão foi apagando a fogueira e com muito esforço desamarrou-se das cordas, e fugiu para o buraco por onde tinha chegado.
         Finalmente estava de volta a casa do seu avô, pronto para levar um raspanete dele e pronto para uma ida ao hospital.  


Daniela Lameirinhas

Uma aventura que acabou em sucesso



         Abri o jornal e, na terceira página, deparei-me com uma notícia que parecia dirigida a mim.
         “Há exatamente 500 anos, o navio S. Simão naufragou ao largo da costa alentejana. Comandado por André Costa, transportava 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três baús com pedras preciosas e quatro arcas com jóias reais. Este gigantesco tesouro permanece no fundo do mar.”
Após ter lido esta notícia, não consegui resistir e fui tentar procurar o tal tesouro.
         Já preparada para ir à caça do tesouro, parti para o mar no meu botezinho de borracha, mas havia uma grande tempestade, e o barco foi arrastado para uma ilha desconhecida. Eu olhei para o mapa, vi que a ilha não estava lá e disse para mim própria:
- Será isto possível! Talvez tenha um tesouro?
         Mas, de repente, reparei que a cruz onde estava o tesouro do comandante André Costa era nesta ilha, agarrei numa pá e fui cavar, mas começou a ficar de noite e eu fiquei preocupado, pois eu não conhecia esta ilha. Como estava de noite, decidi ir fazer uma cabana e, ao apanhar madeira, encontrei, numa gruta, uma pessoa, fiz amizade e descobri que estávamos ali pelo mesmo motivo. Vivemos “ à grande” durante uma semana e começamos a cavar no local até que encontramos uma caixa. Era o tesouro, mas lá dentro da caixa estava nem mais nem menos que bacalhau e chouriço. Nós olhámos um para o outro espantados e pensámos em escavar mais.
         Ao escavar mais, deparamo-nos primeiro com um cadáver, assustamo-nos, mas, continuamos a escavar e encontramos um anel doutro mundo, lindíssimo, nunca vimos tal assim.
         Era um anel com um rapaz a sangrar do pescoço bordado a ouro. Não havia coisa “mais” linda. Se o vendêssemos, ganhávamos mais do que uma “pipa de massa”. Fiquei sem saber o que fazer com aquilo! Depois pensei que seria boa ideia se o pusesse num museu, pensei logo no Sr. António, que é dono de um museu em Lisboa. O anel acabou por trazer muito sucesso ao museu e a si próprio e ficou para a história.
         Afinal, as aventuras para além de serem, divertidas, também trazem muito sucesso.      

Adriana 

Os Bolos do Crescimento


         Pedro entrou no café e mirou a vitrina com bolos. Todos tinham um aspeto delicioso. No entanto, aquele estranho bolo cor-de-rosa, na segunda fila, captou a sua atenção. Quando chegou a sua vez, resolveu experimentá-lo. O empregado franziu o sobrolho, olhando espantado para o bolo, mas colocou-o num prato.
         Sentou-se numa mesa e trincou o bolo. Era delicioso! Subitamente, tudo à sua volta começou a aumentar de tamanho. Entrou em pânico – estava a encolher.
         Os bolos e tudo à sua volta começou a aumentar de tamanho, e os bolos começaram a ganhar boca e dentes e disseram:
         -Agora é a nossa vez de comer!
         O Pedro pensou que talvez os bolos tivessem droga, mas mais vale prevenir do que remediar, e saiu do café aos gritos. Lá fora estava o amigo dele, o Tozé Bolacha, que disse:
         -O que se passa? Porque gritas?
         -Então, não vês? O meu tamanho?!
         -Pois é, estás muito pequeno – disse o Tozé, rindo-se.
         O Pedro, chateado, continuou a procurar ajuda até que entrou noutro bar e viu um bolo roxo, pensou em comê-lo. Pedro reparou que este bolo tinha um sabor diferente dos outros, este era especial. Apesar de ter um sabor diferente, também fazia com que ele crescesse. Então, o Pedro decidiu ir a bares e pastelarias e encontrou um super bolo roxo, comprou-o e comeu-o. De seguida, aumentou 2 metros, ficando a medir 2 metros e 75 centímetros. Então, decidiu ganhar dinheiro e concorreu ao Guiness.
         Ele ganhou o Guiness, como o maior homem do mundo, e ficou rico. Assim, comprou uma mansão no campo e parou de comer bolos… agora só come chocolates.   


                                                                               Daniel Santos  

O Roubo da Custódia de Belém

           
         Ao passear com os meus amigos, vi, ao longe, um grupo de homens a esconder algo numa árvore. Quando eles se afastaram, resolvi, com os meus amigos , descobrir o que os homens escondiam.
         Ao ir com os meus amigos, nós vimos que o grupo de homens escondia o tesouro mais valioso da joalharia portuguesa, a custódia de Belém.
         Ao encontrar a custódia, resolvemos ficar com ela. Afinal de contas, era uma peça valiosíssima.
         -Mas onde a vamos esconder?- perguntou um dos meus amigos.
         -Ó pá, sei lá! Isso não interessa. Vamos ficar ricos.
         -Mas sabem que podemos ir presos. Vamos embora e deixamos a custódia aí num canto.
         -Eu concordo! Pode sobrar para nós! E assim, quando a encontrarem, não sabem que fomos nós!
         Mais tarde, a custódia foi encontrada e entregue à polícia. Foi analisada e foram encontradas impressões digitais. Estava no meu quarto quando entrou um polícia pela porta dentro. Levou-me para a esquadra e lá encontrei os meus amigos.
         -Muito bem, já que estamos todos aqui vamos conversar!-disse o polícia.
         Os amigos com medo do que lhes podia acontecer, tentaram explicarem ao polícia o que tinha acontecido. Rúben um dos amigos começou a falar:
         -Eu e os meus amigos vimos uns homens a esconder algo numa árvore e nós decidimos ver o que eles escondiam. Ai vimos que era a custódia de Belém, depois pensamos em guardá-la, mas, como tínhamos medo de ficar com as culpas, deixamo-la num canto.
         -Então, estão a dizer-me que não foram vocês, mas sim outras pessoas que roubaram a custódia. Se vocês virem esses tais ladrões conseguem identificá-los?-perguntou o polícia.
         -Sim.- dissemos todos ao mesmo tempo.
         Assim, lá fomos com o polícia até ao local onde tínhamos encontrado a custódia. Lá estavam os ladrões e eu, quando os vi, disse:
         -Ali estão eles!
         Dali o polícia e os seus colegas foram atrás deles, apanharam-nos e levaram-nos para a esquadra.

Tiago Castelão

CRIMINOSOS EM AÇÃO



Ao voltar para casa por um caminho que passava pela floresta, comecei a ouvir uma estranha conversa:
         - Estás louco?! Não o podemos deixar aqui! – berrava um homem que aparentava ser grande devido à sua voz grossa.
         Por mais estranho que parecesse, quando olhei em minha volta e não vi ninguém, fiquei com muita curiosidade em saber onde estavam e qual era o tema da conversa.
         Perto dali, havia um pequeno, mas profundo riacho. Decidi ir lá espreitar para ver do que falavam. Ouvia-se apenas o som do riacho e não estava lá ninguém.
         - Socorro! Ajudem-me! – parecia a voz de um menino de 5 anos.
         - Cala-te! Ninguém te vai salvar, não há aqui ninguém! – parecia a voz de uma senhora.
         - Chiu! Não sabem estar calados! Não percebes que alguém pode ouvir?! – falou ela furiosa.
         Com muito medo e, ao mesmo tempo, com imensa curiosidade, aproximei-me mais um pouco, e vi que eram três meninos amarrados e um deles gravemente ferido. Aflita, fui pedir ajuda. Perto de um lago, vi um caçador e fui logo pedir-lhe ajuda. No entanto, ao ir ter com o caçador, ele pensou que era um coelho e disparou contra mim. Falhou e disse:
         - Ah! Eras tu! Que queres? Vens estragar a minha caça?
         - Não! Venho pedir-te ajuda. Encontrei uma criança prisioneira de duas pessoas!
         - Tenho uma ideia! – exclamou o caçador. – Prendemos os vilões e fazemo-los contar o plano!
         - E se eles não contarem? – perguntei.
         - TORTURAMO-LOS! – respondeu rapidamente o caçador.
         - Ok! Então vamos lá! – acrescentei.
         Fomos então ao encontro do raptor. Quando o encontrámos, perguntámos-lhe o que estavam a planear. Como não dizia, começámos a procurar pistas.
         Ao remexermos nos bolsos das calças, encontrámos uma arma e dois cartões de identificação falsificados.
Percebemos, então, que estávamos a lidar com gente altamente criminosa e, pelo sim pelo não, fomos entregá-los à polícia. Como tínhamos provas suficientes para os incriminar, ambos foram para a cadeia e nós pudemos regressar a casa mais descansados.

 Beatriz Boiça

Uma aventura na fábrica de REDBULL


Um dia, ao acordar, descobri que os habitantes da minha pequena aldeia, onde vivo desapareceram. Fiquei super contente, já não teria de ir trabalhar para a loja, já podia dormir até mais tarde e ir buscar, o que me apetecesse, a casa dos meus vizinhos. É claro que a primeira semana, foi espectacular mas… afinal o que os tinha levado a partir? Decidi investigar, indo a casa do meu vizinho. A porta estava aberta, e dei de caras com um papel que dizia:
“Caro amigo, Aurelino, lamento informar que esta aldeia ficará deserta daqui a poucos dias, devido ao REDBULL que deu ao meu filho. Ele voou e ninguém, sabe dele.”
Fiquei um pouco confuso, pois eu também bebo REDBULL e até agora ainda cá estou. Decidi ir informar-me. Saí da aldeia e fui a uma fábrica REDBULL. Tudo normal, pessoas a trabalhar, máquinas a funcionar dentro do normal e não havia sinal de pessoas voadoras. Hum!... Muito estranho … Quando saí para o exterior, dei de caras com um homem muito gordo a subir e a descer no ar constantemente. Ah! Estaria a sonhar ou tudo aquilo era fruto da minha imaginação? Ali perto, existia uma colina de onde se via toda a aldeia. Decidi subi-la. Quando lá cheguei olhei para o céu e não vi nada. Devo estar a alucinar! Desci dali e fui ver. Não acredito no que estou a ver: pessoas a voar. Esfreguei bem os olhos para ver se o que via era real, mas era mesmo verdade: pessoas a voar. Passado pouco tempo vi que eram asas falsas “tipo” uma máquina em forma de asas que nos permitia voar. Mas as máquinas eram dos chineses e não funcionavam nem um quarto de hora, e vai da lá só gente a cair do céu e comecei a cantar:
-It’s raining man, aleluia!!!
Eu fiquei contente, pois as pessoas da minha aldeia já não iam embora, pois não queriam modernices.
Rúben Dias

O gerbilo

Um dia, enquanto estava em casa do seu avô, João ouviu um ruído estranho na sala. Curioso, espreitou e qual não foi o seu espanto quando viu, em cima do tapete, um pequeno ser roxo com umas enormes orelhas pontiagudas, semelhante a um gerbilo. Assim que o viu, o pequeno ser assustou-se e empurrando uma pedra da lareira, fez surgir uma abertura por onde se escapuliu. João não perdeu tempo e seguiu-o.
                João tentou apanhá-lo pondo um arame pela frecha da lareira. O bicho ficou um pouco atordoado, mas, mesmo assim, conseguiu fugir. O João pôs-se a correr atrás dele até que se cansou e parou, o bicho tinha desaparecido.
           Após descansar um pouco, decidiu ir explorar aquele lugar misterioso. À primeira impressão, não tinha nada de especial, apenas umas teias de aranha, baratas e formigas… A certa altura, sentiu os pés molhados e viu uma luz ao fundo do buraco. Teve curiosidade em ver esse buraco e dirigiu-se a ele.
            Ao entrar, soltou um grito, pois tinha uma barata no cabelo, sacudiu-a e continuou até que ouviu um guincho, semelhante ao do gerbilo, quando ele enfiou o arame na frecha da lareira. Ele começou a correr porque estava cheio de medo até que encontrou o seu cão, o Snoppy, desaparecido há dois anos. Logo lhe vieram as lágrimas aos olhos. Contente ao ver o cão começou a “matar saudades”.
            Depois de uma pequena “pirraça” que o João teve com o gerbilo, esqueceu esse grande pormenor e matou as saudades que tinha do cão.


                                                                                                      Francisco Silva

Um dia dos sete medos




Finalmente, férias! Uma ilha paradisíaca praticamente deserta. Deitado na praia, sinto o calor a aconchegar-me.
Mas o sossego é finito e logo fui incomodado por aquele tipo de pessoas que ninguém queria ver naquele momento, mais precisamente o namorado da minha ex com ela ao lado. De repente, são sugados para debaixo de terra.
Quando vi isto, atirei-me para o buraco que se abria no meio da areia fina e preta, pois ainda tinha um fraquinho por ela.
Chegando ao fundo, vi que, naquele lugar, havia humanos a trabalhar para monstros que construíam um plano para destruir o planeta. Não eram bem monstros! Eram assim chamados por causa de serem marginais e quererem destruir o planeta.
Eu estava num local cheio deles que só diziam: “Vamos acabar com a Terra!”.
Pensei logo: ”Tenho de os travar, não posso deixar que acabem com a Terra!”. Comecei logo a pensar num plano, mas não me ocorria nada. Passadas algumas horas, ocorreu-me um plano que era o seguinte: “Esconder-me até ao anoitecer até que fossem todos embora e fugir.            
Mal vi o último guarda a sair desse estabelecimento, comecei logo a correr e, por sorte, consegui sair. A seguir, chamei o exército para vir matar os monstros.
Quando o exército chegou com uma tropa de elite, logo os dizimou.
E, assim, se acabou mais uma tentativa de destruição do planeta.


Alexandre Neves 

Uma aventura da cientista Sofia



Em 2063, Sofia é uma das mais brilhantes cientistas mundiais. A sua última invenção o “teleporte”, permite viajar rapidamente até qualquer local no Universo.
Um dia, ao experimentar novas coordenadas na sua máquina, Sofia viajou até um país onde tudo era ao contrário.
Sofia levava consigo uma mala com as coisas necessárias como comida e bebida.
Nesse país, onde tudo era ao contrário, Sofia encontrou criaturas esquisitas como monstros com três olhos com um pau na mão que supostamente era para se protegerem. Ela entrou em desespero, pensando que a sua vida estava em risco. Tentou afugentá-los, mas não conseguiu, eles eram muito agressivos. Sofia desistiu e sentou-se no chão para descansar. De repente, apareceu-lhe um extraterrestre à frente e ela entrou em pânico. Levantou-se e pôs-se a correr, a correr, até chegar a um lago de água cor de laranja, cheio de sapos cor-de-rosa. Como estava com sede, pois tinha corrido muito, decidiu ir beber um bocado de água do lago. Debruçou-se sobre o lago e bebeu a água cor-de-rosa. Ao levantar-se sentiu-se um pouco estranha, mas não se preocupou.
A certa altura, algo de estranho aconteceu. Começou a ficar azul às bolas verdes e o nariz começou a crescer, a crescer que até lhe custava ver o caminho. Continuou a andar cheia de dores até que encontrou um dragão que lhe disse:
- Tens uma doença grave, mas eu curo-te. Em troca apenas terás de me levar ao país de onde vieste.
Sofia aceitou e levou o dragão ao seu país. Depois começou a gostar dele e decidiu ficar com ele, dando-lhe uma coleira com o nome que lhe dera na altura.
Sofia continuou com as suas invenções, tendo a ajuda do seu dragão.


Daniel  Lopes 

A verdadeira historia do Capuchinho Vermelho


            Acordei a meio da noite com um ruído de um vidro a estilhaçar-se.Corri à janela e vi um homem de cara coberta com uma máscara de esqui. Rapidamente, montou numa mota e, com uma mochila às costas, fugiu. Que estranho!
Roubou o livro mais valioso de Portugal. Era o livro da verdadeira história da Capuchinho Vermelho. Nesse livro contava-se a história de uma menina,a mais bonita de Portugal, a mais invejada das raparigas do mundo. Reza a história que ela foi também foi roubada(literalmente falando), por um monstro metade humano metade lobo, que a levaria para uma casa pequena escondida no bosque. Ainda dizia que esse monstro só aparecia de noite, pois mantinha a forma de lobo e de dia a forma de humano. Muitos caçadores o tentaram matar, mas eram mortos por estes.  Os caçadores correram atrás do lobo no bosque, mas perderam-se lá, porque este era denso e cheio de árvores e com um pântano enorme. A certa altura, um homem que tinha uma mini tenda no bosque descobriu o tal esconderijo desse lobo.Ficou muito feliz, pois há muito tempo que o procurava. Dirigiu-se rapidamente ao esconderijo à espera do lobo. Quando o lobisomem saiu, mandaram-lhe dois tiros certeiro,um no coração e um na cabeça.Este caiu no chão e morreu, salvando assim a Capuchinho Vermelho.
De repente, acordei e vi que que tudo não passara de um sonho e que a verdadeira história da Capuchinho Vermelho não tinha sido roubada.  

Tiago Ribeiro

O bolo cor-de-rosa misterioso



Há uma semana, fui ao café e, logo que entrei, olhei para a vitrina com os bolos. Todos tinham um aspeto fantástico. No entanto, aquele estranho bolo cor-de-rosa, na segunda fila, captou a minha atenção. Nunca vira um bolo igual. Quando chegou a minha vez, resolvi experimentá-lo. O empregado franziu o sobrolho, olhando espantado para o bolo, mas colocou-o num prato. Sentei-me numa mesa e trinquei o bolo. Era delicioso! Subitamente, tudo à minha volta começou a aumentar de tamanho. Entrei em pânico e comecei aos gritos – eu estava a encolher.
Rapidamente, escondi-me atrás de um cartaz de anúncio que estava no café e comecei a vomitar bocaditos de bolo que ainda tinha na boca. De repente, ouvi vozes e vi um rato a falar comigo. Só podia estar maluca! Os ratos não falam!
Depois tentei logo ter a certeza se era mesmo um simples rato a querer falar comigo. Na verdade, era mesmo, confesso que fiquei um pouco tímida e achei bastante estranho, mas já que um bolo me fez ficar assim, qual é o problema de conseguir falar com um rato?
- Olá! Como te chamas? – disse, receoso, o rato.
- Olá, eu chamo-me Maria e tu? – disse eu.
Mas a conversa ficou por aqui.
Passado um pouco, vi uma pessoa enorme a entrar pela porta e pensei “Vou subir para cima dele para ir à vitrina dos bolos comer um que me ponha normal.”.
Mas essa pessoa tentou matar-me, pois pensava que eu era um bicho estranho e pequeno parecido com uma formiga. No entanto, consegui refugiar-me num buraco que estava na parede originado por um pequeno sismo que tinha ocorrido. Mesmo no momento em que eu estava para saltar para o chão aconteceu outro sismo. Ora bolas! Agora é que vou mesmo ser esmagada.
Felizmente, tudo correu pela melhor forma e eu consegui escapar ilesa a este sismo. Só faltava voltar ao meu estado normal, afinal eu ainda estava minúscula.
Então, subi a uma cadeira que estava tombada e consegui chegar à segunda fila da vitrina dos bolos. Cortei um bocadinho do bolo cor-de-rosa e, finalmente, voltei ao meu estado normal. Que grande aventura!




Beatriz Oliveira Santos

Estranha Conversa


Ao voltar para casa por um caminho que passava pela floresta, comecei a ouvir uma estranha conversa. Contudo, não existia ninguém nas proximidades. E perguntei-me em voz alta:
 -Será que fiquei maluco? Agora, ando a ouvir vozes!
         De seguida, houve silêncio, mas rapidamente começou a estranha conversa e continuei a andar tentando esquecê-la. No entanto, logo me voltei para trás e cada vez começava a ficar mais convencido que estava a ficar maluco.
Foi então que caí num buraco que parecia não ter fim, mas ao fim de um tempo consegui sair e continuei a andar. Passados alguns instantes, começou outra vez a mesma conversa, era uma cobra a falar com um rato.
          -Eu vou comer-te ou não?-interrogou a cobra.
          -Não sei! Se tu me comeres, amanhã não me fazes essa pergunta novamente! - afirmou o rato.
          -Então, eu deixo-te, mas amanhã não me escapas!-exclamou a cobra.
Então, continuei a viagem ignorando a bizarra conversa. Quando me deparei com três entradas assustadoras, parei algum tempo para pensar e escolher uma delas. Cada entrada tinha uma letra: a porta 1 tinha a letra A, a porta 2 tinha a letra B e a porta 3 tinha a letra C. Eu optei pela entrada 2 que tinha a letra B. Comecei a caminhar e um pouco mais à frente apareceu-me um lobo que me disse:
-Vou-te comer!
Lembrei-me da conversa da cobra e do rato e respondi:
-Se me comeres hoje, amanhã não me podes comer!
Era a hora do almoço e o lobo devia estar com fome, mas não hesitou ao ouvir aquilo e deixou-me ir embora.
Então, percebi que, por vezes, as conversas que nos parecem estranhas podem ajudar-nos no futuro e podem ser a nossa salvação.

Ângela

À Procura do Tesouro



         Abri o jornal e, na terceira página, deparei-me com uma notícia que parecia dirigida a mim.
         “Há exatamente 500 anos, o navio S. Simão naufragou ao largo da costa alentejana. Comandado por André Costa, transportava 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três baús com pedras preciosas e quatro arcas com jóias reais. Este gigantesco tesouro permanece no fundo do mar.”
         Como sou muito aventureira, pensei logo em fazer uma viagem ao fundo do mar em busca do gigantesco tesouro. Numa semana, arranjei tudo o que precisava para realizar esta viagem.
         No sábado, às seis da manhã, entrei no carro e dirigi-me para o Porto de Sines onde entrei no submarino e comecei a grande aventura.
         Ao chegar ao fundo do mar, vi coisas lindíssimas, entre as quais, corais, peixes de várias cores e tamanhos, algas, mas, o mais importante, não vi o tesouro.
         Fiquei um pouco triste, mas não me importei muito, pois nem toda a gente tem a oportunidade de ver estas maravilhas. Ao voltar, reparei como tudo era ainda mais bonito visto com atenção: peixes que pareciam folhas, folhas que pareciam peixes, o som do mar e ainda os corais que pareciam algas cintilantes.
         Voltei para casa e, no dia seguinte, viajei para lá outra vez, onde, à noitinha, comecei a avistar um navio, mas já era muito tarde para o explorar. Regressei no dia seguinte para continuar a exploração. No navio encontrei cadáveres, droga, ouro, diamantes, etc.
         Chamei o C.S.I para investigar, mas a minha intuição “disse-me” para eu também pesquisar sobre tal descoberta. Continuando a investigação com o C.S.I, encontrei um frasco que continha uma folha de papel na qual se podia ler: “A sudeste do Atlântico há um navio naufragado que contém um tesouro.”
         Voltei a casa, pois já era muito tarde, e, no dia seguinte, fui ao fundo do mar novamente já com um plano pensado: “Seguia as instruções que a folha de papel dizia, e depois logo se via.”.
         Fiz bem em seguir o meu plano, pois, ao fim de três horas a procurar, encontrei o navio S. Simão, ainda com 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três baús com pedras preciosas e quatro arcas com jóias reais. Foi uma grande aventura, mas consegui encontrar o gigantesco tesouro no fundo do mar.


Beatriz Cruz

A festa de Curral de Moinas



Um dia, ao acordar, descobri que todos os habitantes da minha pequena aldeia tinham desaparecido e perguntei-me a mim próprio:
-Será que todos emigraram para Curral de Moinas. Realmente acho que a festa dessa aldeia começa hoje.
Antigamente, as viagens não se faziam todos os dias e quando havia eram só até à esquina da casa da Célia Careca.
-Será que vou lá ter?
Por uns instantes não quis ir, mas depois disse para mim mesmo. “Eu vou à festa de Curral de Moinas”.
Quando lá apareci, tive vergonha porque tinha o cabelo despenteado. Logo o penteei, inventando uma desculpa qualquer para disfarçar.
De resto, foi uma boa noite, pois jogamos vários jogos, tendo em conta que, no fim, acabamos podre de bêbados.
Ao acordar com aquelas dores de cabeça horríveis, reparei que estava a dormir num fardo de palha.
Depois de estar totalmente acordado, perguntei a uma pessoa o que tinha acontecido na noite anterior e ele respondeu que tínhamos os dois ficado bêbados e ele era o presidente de uma aldeia vizinha.
Tive uma conversa bastante séria com o presidente da aldeia vizinha e ele contou-me o motivo de todos os habitantes da minha aldeia terem desaparecidos.
Já descansado fui para casa e tive uma boa noite de sono por causa de ter resolvido este mistério.






Manuel Diogo 8ºB