-
Finalmente, férias! Uma ilha paradisíaca praticamente deserta será o meu
destino!-disse para Sofia.
-
Que sorte, Marta! Acho que vou apenas ficar em casa e sair de vez em quando.
-
Marta, Marta, vamos embora!-ouvi a minha mãe a chamar-me.
Despedi-me
da Sofia e fui com os meus pais.
- Mãe, sempre vamos às Caraíbas? –
perguntei entusiasmada.
- Sim, Marta. Mas só daqui a duas
semanas. – disse-me farta das minhas dúvidas.
As duas semanas passaram rapidamente e
no dia 2 de Julho dirigimo-nos para o Aeroporto de Lisboa. A viagem durou 8
horas, mas apesar da minha mãe estar sempre a mandar-me dormir, eu (por mais
que tentasse) não o conseguia fazer, devido ao meu entusiasmo. Quando lá
chegamos fomos diretos ao hotel para desfazer as malas e instalarmo-nos. Depois
de estar tudo impecável, os meus pais quiseram ir à praia. Comemos numa
esplanada lá perto e à noite regressámos ao hotel. Estava a ler um guia
turístico quando reparo numa gruta misteriosa. Pedi aos meus pais para a
visitar e eles não quiseram, pois achavam demasiado perigoso. Então, decidi ir
lá sozinha no dia seguinte. Quando os meus pais estavam a dormir, escapei em
direção à gruta e percorri-a, assustada, mas confiante. No final do grande
corredor encontrei qualquer coisa escrita numa língua que eu desconhecia, mas
mesmo assim toquei nessa parte e um bando de cobras venenosas apareceram. Tentei
fugir, mas tropecei. Para minha sorte, uma porta abriu-se e um ET disse-me:
- Se quiseres viver, ver comigo.
Hesitei, mas acabei por subir para o
OVNI, dirigindo-me para Marte. Quando tentei andar senti-me bastante frustrada
por apenas conseguir saltar.
- Maldita gravidade! – sussurrei para
mim própria.
Sentia-me nostalgicamente mal, nunca
devia ter vindo sequer à gruta. Raios Marta, só fazes asneira!
- Não te culpes a ti própria, Marta.
Levar-te-emos de volta assim que possível. – disse-me um E.T.
Eles conseguiam ouvir o que eu penso,
oh meu Deus!
- Deve ser esquisito para ti. – outro
E.T. disse. Era mesmo verdade, mas que raio é isto?! Devo estar a dar em doida,
só pode. Só depois reparei na sua aparência – pele verde, dois olhos vermelhos
quadrados, uma boca ligado aos dois narizes que possuíam, quatros mãos e um
cabelo grisalho bastante comprido. – ok, eu estou mesmo a dar em doida!
- Quando me levam para casa? –
perguntei finalmente, receosa e com a voz a falhar-me mais do que o normal.
- Amanhã.
Só sei que chorei a noite toda. Houve
um E.T. que me disse que um dia em Marte equivalia a três dias na Terra, o que
me aliviou, mas obviamente não me tirou a angústia. Finalmente, o sol rompeu o
céu e todos se levantaram, indicando-me o caminho para a nave, que, por sua
vez, me levaria ao meu planeta. Quando cheguei às Caraíbas a primeira coisa que
fiz foi tomar um banho demorado. Depois, voltei para a praia, tentando arranjar
uma desculpa coerente para os meus pais, pois tinha prometido aos marcianos
(acho que posso chamá-los assim) que não iria contar a ninguém.
Disse-lhes que tinha ido dar uma volta na praia e eles acreditaram na minha
história.
Nunca cheguei a perceber o que se tinha
passado.
Beatriz
Duarte
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