segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Férias Inesquecíveis


- Finalmente, férias! Uma ilha paradisíaca praticamente deserta será o meu destino!-disse para Sofia.
- Que sorte, Marta! Acho que vou apenas ficar em casa e sair de vez em quando.
- Marta, Marta, vamos embora!-ouvi a minha mãe a chamar-me.
Despedi-me da Sofia e fui com os meus pais.
         - Mãe, sempre vamos às Caraíbas? – perguntei entusiasmada.
         - Sim, Marta. Mas só daqui a duas semanas. – disse-me farta das minhas dúvidas.
         As duas semanas passaram rapidamente e no dia 2 de Julho dirigimo-nos para o Aeroporto de Lisboa. A viagem durou 8 horas, mas apesar da minha mãe estar sempre a mandar-me dormir, eu (por mais que tentasse) não o conseguia fazer, devido ao meu entusiasmo. Quando lá chegamos fomos diretos ao hotel para desfazer as malas e instalarmo-nos. Depois de estar tudo impecável, os meus pais quiseram ir à praia. Comemos numa esplanada lá perto e à noite regressámos ao hotel. Estava a ler um guia turístico quando reparo numa gruta misteriosa. Pedi aos meus pais para a visitar e eles não quiseram, pois achavam demasiado perigoso. Então, decidi ir lá sozinha no dia seguinte. Quando os meus pais estavam a dormir, escapei em direção à gruta e percorri-a, assustada, mas confiante. No final do grande corredor encontrei qualquer coisa escrita numa língua que eu desconhecia, mas mesmo assim toquei nessa parte e um bando de cobras venenosas apareceram. Tentei fugir, mas tropecei. Para minha sorte, uma porta abriu-se e um ET disse-me:
         - Se quiseres viver, ver comigo.
         Hesitei, mas acabei por subir para o OVNI, dirigindo-me para Marte. Quando tentei andar senti-me bastante frustrada por apenas conseguir saltar.
         - Maldita gravidade! – sussurrei para mim própria.
         Sentia-me nostalgicamente mal, nunca devia ter vindo sequer à gruta. Raios Marta, só fazes asneira!
         - Não te culpes a ti própria, Marta. Levar-te-emos de volta assim que possível. – disse-me um E.T.
         Eles conseguiam ouvir o que eu penso, oh meu Deus!
         - Deve ser esquisito para ti. – outro E.T. disse. Era mesmo verdade, mas que raio é isto?! Devo estar a dar em doida, só pode. Só depois reparei na sua aparência – pele verde, dois olhos vermelhos quadrados, uma boca ligado aos dois narizes que possuíam, quatros mãos e um cabelo grisalho bastante comprido. – ok, eu estou mesmo a dar em doida!
         - Quando me levam para casa? – perguntei finalmente, receosa e com a voz a falhar-me mais do que o normal.
         - Amanhã.
         Só sei que chorei a noite toda. Houve um E.T. que me disse que um dia em Marte equivalia a três dias na Terra, o que me aliviou, mas obviamente não me tirou a angústia. Finalmente, o sol rompeu o céu e todos se levantaram, indicando-me o caminho para a nave, que, por sua vez, me levaria ao meu planeta. Quando cheguei às Caraíbas a primeira coisa que fiz foi tomar um banho demorado. Depois, voltei para a praia, tentando arranjar uma desculpa coerente para os meus pais, pois tinha prometido aos marcianos (acho que posso chamá-los assim) que não iria contar a ninguém. Disse-lhes que tinha ido dar uma volta na praia e eles acreditaram na minha história.
         Nunca cheguei a perceber o que se tinha passado.


Beatriz Duarte

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