sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O bolo cor-de-rosa misterioso



Há uma semana, fui ao café e, logo que entrei, olhei para a vitrina com os bolos. Todos tinham um aspeto fantástico. No entanto, aquele estranho bolo cor-de-rosa, na segunda fila, captou a minha atenção. Nunca vira um bolo igual. Quando chegou a minha vez, resolvi experimentá-lo. O empregado franziu o sobrolho, olhando espantado para o bolo, mas colocou-o num prato. Sentei-me numa mesa e trinquei o bolo. Era delicioso! Subitamente, tudo à minha volta começou a aumentar de tamanho. Entrei em pânico e comecei aos gritos – eu estava a encolher.
Rapidamente, escondi-me atrás de um cartaz de anúncio que estava no café e comecei a vomitar bocaditos de bolo que ainda tinha na boca. De repente, ouvi vozes e vi um rato a falar comigo. Só podia estar maluca! Os ratos não falam!
Depois tentei logo ter a certeza se era mesmo um simples rato a querer falar comigo. Na verdade, era mesmo, confesso que fiquei um pouco tímida e achei bastante estranho, mas já que um bolo me fez ficar assim, qual é o problema de conseguir falar com um rato?
- Olá! Como te chamas? – disse, receoso, o rato.
- Olá, eu chamo-me Maria e tu? – disse eu.
Mas a conversa ficou por aqui.
Passado um pouco, vi uma pessoa enorme a entrar pela porta e pensei “Vou subir para cima dele para ir à vitrina dos bolos comer um que me ponha normal.”.
Mas essa pessoa tentou matar-me, pois pensava que eu era um bicho estranho e pequeno parecido com uma formiga. No entanto, consegui refugiar-me num buraco que estava na parede originado por um pequeno sismo que tinha ocorrido. Mesmo no momento em que eu estava para saltar para o chão aconteceu outro sismo. Ora bolas! Agora é que vou mesmo ser esmagada.
Felizmente, tudo correu pela melhor forma e eu consegui escapar ilesa a este sismo. Só faltava voltar ao meu estado normal, afinal eu ainda estava minúscula.
Então, subi a uma cadeira que estava tombada e consegui chegar à segunda fila da vitrina dos bolos. Cortei um bocadinho do bolo cor-de-rosa e, finalmente, voltei ao meu estado normal. Que grande aventura!




Beatriz Oliveira Santos

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