sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

À Procura do Tesouro



         Abri o jornal e, na terceira página, deparei-me com uma notícia que parecia dirigida a mim.
         “Há exatamente 500 anos, o navio S. Simão naufragou ao largo da costa alentejana. Comandado por André Costa, transportava 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três baús com pedras preciosas e quatro arcas com jóias reais. Este gigantesco tesouro permanece no fundo do mar.”
         Como sou muito aventureira, pensei logo em fazer uma viagem ao fundo do mar em busca do gigantesco tesouro. Numa semana, arranjei tudo o que precisava para realizar esta viagem.
         No sábado, às seis da manhã, entrei no carro e dirigi-me para o Porto de Sines onde entrei no submarino e comecei a grande aventura.
         Ao chegar ao fundo do mar, vi coisas lindíssimas, entre as quais, corais, peixes de várias cores e tamanhos, algas, mas, o mais importante, não vi o tesouro.
         Fiquei um pouco triste, mas não me importei muito, pois nem toda a gente tem a oportunidade de ver estas maravilhas. Ao voltar, reparei como tudo era ainda mais bonito visto com atenção: peixes que pareciam folhas, folhas que pareciam peixes, o som do mar e ainda os corais que pareciam algas cintilantes.
         Voltei para casa e, no dia seguinte, viajei para lá outra vez, onde, à noitinha, comecei a avistar um navio, mas já era muito tarde para o explorar. Regressei no dia seguinte para continuar a exploração. No navio encontrei cadáveres, droga, ouro, diamantes, etc.
         Chamei o C.S.I para investigar, mas a minha intuição “disse-me” para eu também pesquisar sobre tal descoberta. Continuando a investigação com o C.S.I, encontrei um frasco que continha uma folha de papel na qual se podia ler: “A sudeste do Atlântico há um navio naufragado que contém um tesouro.”
         Voltei a casa, pois já era muito tarde, e, no dia seguinte, fui ao fundo do mar novamente já com um plano pensado: “Seguia as instruções que a folha de papel dizia, e depois logo se via.”.
         Fiz bem em seguir o meu plano, pois, ao fim de três horas a procurar, encontrei o navio S. Simão, ainda com 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três baús com pedras preciosas e quatro arcas com jóias reais. Foi uma grande aventura, mas consegui encontrar o gigantesco tesouro no fundo do mar.


Beatriz Cruz

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