Ao
voltar para casa por um caminho que passava pela floresta, comecei a ouvir uma
estranha conversa:
- Estás louco?! Não o podemos deixar
aqui! – berrava um homem que aparentava ser grande devido à sua voz grossa.
Por mais estranho que parecesse, quando
olhei em minha volta e não vi ninguém, fiquei com muita curiosidade em saber
onde estavam e qual era o tema da conversa.
Perto dali, havia um pequeno, mas
profundo riacho. Decidi ir lá espreitar para ver do que falavam. Ouvia-se apenas
o som do riacho e não estava lá ninguém.
- Socorro! Ajudem-me! – parecia a voz
de um menino de 5 anos.
- Cala-te! Ninguém te vai salvar, não
há aqui ninguém! – parecia a voz de uma senhora.
- Chiu! Não sabem estar calados! Não
percebes que alguém pode ouvir?! – falou ela furiosa.
Com muito medo e, ao mesmo tempo, com
imensa curiosidade, aproximei-me mais um pouco, e vi que eram três meninos
amarrados e um deles gravemente ferido. Aflita, fui pedir ajuda. Perto de um
lago, vi um caçador e fui logo pedir-lhe ajuda. No entanto, ao ir ter com o
caçador, ele pensou que era um coelho e disparou contra mim. Falhou e disse:
- Ah! Eras tu! Que queres? Vens
estragar a minha caça?
- Não! Venho pedir-te ajuda. Encontrei
uma criança prisioneira de duas pessoas!
- Tenho uma ideia! – exclamou o
caçador. – Prendemos os vilões e fazemo-los contar o plano!
- E se eles não contarem? – perguntei.
- TORTURAMO-LOS! – respondeu
rapidamente o caçador.
- Ok! Então vamos lá! – acrescentei.
Fomos então ao encontro do raptor.
Quando o encontrámos, perguntámos-lhe o que estavam a planear. Como não dizia,
começámos a procurar pistas.
Ao remexermos nos bolsos das calças,
encontrámos uma arma e dois cartões de identificação falsificados.
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