sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CRIMINOSOS EM AÇÃO



Ao voltar para casa por um caminho que passava pela floresta, comecei a ouvir uma estranha conversa:
         - Estás louco?! Não o podemos deixar aqui! – berrava um homem que aparentava ser grande devido à sua voz grossa.
         Por mais estranho que parecesse, quando olhei em minha volta e não vi ninguém, fiquei com muita curiosidade em saber onde estavam e qual era o tema da conversa.
         Perto dali, havia um pequeno, mas profundo riacho. Decidi ir lá espreitar para ver do que falavam. Ouvia-se apenas o som do riacho e não estava lá ninguém.
         - Socorro! Ajudem-me! – parecia a voz de um menino de 5 anos.
         - Cala-te! Ninguém te vai salvar, não há aqui ninguém! – parecia a voz de uma senhora.
         - Chiu! Não sabem estar calados! Não percebes que alguém pode ouvir?! – falou ela furiosa.
         Com muito medo e, ao mesmo tempo, com imensa curiosidade, aproximei-me mais um pouco, e vi que eram três meninos amarrados e um deles gravemente ferido. Aflita, fui pedir ajuda. Perto de um lago, vi um caçador e fui logo pedir-lhe ajuda. No entanto, ao ir ter com o caçador, ele pensou que era um coelho e disparou contra mim. Falhou e disse:
         - Ah! Eras tu! Que queres? Vens estragar a minha caça?
         - Não! Venho pedir-te ajuda. Encontrei uma criança prisioneira de duas pessoas!
         - Tenho uma ideia! – exclamou o caçador. – Prendemos os vilões e fazemo-los contar o plano!
         - E se eles não contarem? – perguntei.
         - TORTURAMO-LOS! – respondeu rapidamente o caçador.
         - Ok! Então vamos lá! – acrescentei.
         Fomos então ao encontro do raptor. Quando o encontrámos, perguntámos-lhe o que estavam a planear. Como não dizia, começámos a procurar pistas.
         Ao remexermos nos bolsos das calças, encontrámos uma arma e dois cartões de identificação falsificados.
Percebemos, então, que estávamos a lidar com gente altamente criminosa e, pelo sim pelo não, fomos entregá-los à polícia. Como tínhamos provas suficientes para os incriminar, ambos foram para a cadeia e nós pudemos regressar a casa mais descansados.

 Beatriz Boiça

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