Um dia, enquanto estava em casa
do seu avô, João ouviu um ruído estranho na sala. Curioso, espreitou e qual não
foi o seu espanto quando viu, em cima do tapete, um pequeno ser roxo com umas
enormes orelhas pontiagudas, semelhante a um gerbilo. Assim que o viu, o
pequeno ser assustou-se e empurrando uma pedra da lareira, fez surgir uma
abertura por onde se escapuliu. João não perdeu tempo e seguiu-o.
João tentou
apanhá-lo pondo um arame pela frecha da lareira. O bicho ficou um pouco
atordoado, mas, mesmo assim, conseguiu fugir. O João pôs-se a correr atrás dele
até que se cansou e parou, o bicho tinha desaparecido.
Após
descansar um pouco, decidiu ir explorar aquele lugar misterioso. À primeira
impressão, não tinha nada de especial, apenas umas teias de aranha, baratas e
formigas… A certa altura, sentiu os pés molhados e viu uma luz ao fundo do buraco.
Teve curiosidade em ver esse buraco e dirigiu-se a ele.
Ao
entrar, soltou um grito, pois tinha uma barata no cabelo, sacudiu-a e continuou
até que ouviu um guincho, semelhante ao do gerbilo, quando ele enfiou o arame
na frecha da lareira. Ele começou a correr porque estava cheio de medo até que
encontrou o seu cão, o Snoppy, desaparecido há dois anos. Logo lhe vieram as
lágrimas aos olhos. Contente ao ver o cão começou a “matar saudades”.
Depois
de uma pequena “pirraça” que o João teve com o gerbilo, esqueceu esse grande
pormenor e matou as saudades que tinha do cão.
Francisco Silva
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