Abri o jornal e, na terceira página,
deparei-me com uma notícia que parecia dirigida a mim.
“Há exatamente 500 anos, o navio S.
Simão naufragou ao largo da costa alentejana. Comandado por André Costa,
transportava 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três baús com pedras
preciosas e quatro arcas com jóias reais. Este gigantesco tesouro permanece no
fundo do mar.”
Após
ter lido esta notícia, não consegui resistir e fui tentar procurar o tal
tesouro.
Já preparada para ir à caça do tesouro,
parti para o mar no meu botezinho de borracha, mas havia uma grande tempestade,
e o barco foi arrastado para uma ilha desconhecida. Eu olhei para o mapa, vi
que a ilha não estava lá e disse para mim própria:
-
Será isto possível! Talvez tenha um tesouro?
Mas, de repente, reparei que a cruz
onde estava o tesouro do comandante André Costa era nesta ilha, agarrei numa pá
e fui cavar, mas começou a ficar de noite e eu fiquei preocupado, pois eu não
conhecia esta ilha. Como estava de noite, decidi ir fazer uma cabana e, ao
apanhar madeira, encontrei, numa gruta, uma pessoa, fiz amizade e descobri que
estávamos ali pelo mesmo motivo. Vivemos “ à grande” durante uma semana e começamos
a cavar no local até que encontramos uma caixa. Era o tesouro, mas lá dentro da
caixa estava nem mais nem menos que bacalhau e chouriço. Nós olhámos um para o
outro espantados e pensámos em escavar mais.
Ao escavar mais, deparamo-nos primeiro
com um cadáver, assustamo-nos, mas, continuamos a escavar e encontramos um anel
doutro mundo, lindíssimo, nunca vimos tal assim.
Era um anel com um rapaz a sangrar do
pescoço bordado a ouro. Não havia coisa “mais” linda. Se o vendêssemos,
ganhávamos mais do que uma “pipa de massa”. Fiquei sem saber o que fazer com
aquilo! Depois pensei que seria boa ideia se o pusesse num museu, pensei logo
no Sr. António, que é dono de um museu em Lisboa. O anel acabou por trazer
muito sucesso ao museu e a si próprio e ficou para a história.
Afinal, as aventuras para além de
serem, divertidas, também trazem muito sucesso.
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