Acordei a meio da noite com o ruído a
estilhaçar-se. Corri à janela e vi um homem de cara coberta com uma máscara de
esqui. Rapidamente, montou numa mota e, com a uma mochila às costas, fugiu.
Achei estranho! Afinal de contas, quem
teria interesse em assaltar um alfarrabista? Decidi acordar o meu colega de
quarto, o João. Contei-lhe o que tinha acontecido e perguntei-lhe o que deveria
fazer. Disse-me para chamar a polícia e assim fiz. Mas a polícia não acreditou
e pensou que era uma brincadeira de mau gosto. Fiquei de tal forma aflito que
resolvi ir eu atrás do homem.
- Ei! Onde é que pensas que vais?
- Já que a polícia não acredita em mim,
eu vou atrás do homem. E tu? Queres vir comigo?
- Claro que não! Achas que nós vamos
conseguir fazer alguma coisa? Deixa lá isso e volta a dormir.
Assim fiz. Voltei para a cama e esperei
que o João adormecesse para poder seguir o homem. Quando cheguei à rua, estava
um frio de ‘rachar’ e muito nevoeiro. Ainda assim, fui em frente.
Tinha visto aquele homem a fugir para
uma casa abandonada no cimo de um monte. Com esforço, fui até lá. Espreitei
pela janela e vi um objeto de ouro. Mas o homem tinha assaltado um alfarrabista
e não uma ourivesaria! Mas que raio … Como pode isto ser possível?! Continuei a
espreitar e vi que a casa era muito esquisita e muito suja. Parecia mesmo uma
casa assombrada! Reparei também que havia facas e sangue por todo o lado e
questionei-me:
-Será que ele mata pessoas?
Continuei a segui-lo até à sala e, de
repente, vi pessoas presas em jaulas e o assaltante a afiar facas e pensei para
mim:
-Será que ele os vai matar? Há que
tempos que não assistia a um bom filme de terror!
Mas eu pisei uma lata de sumo e o
assaltante ouviu.
Depois, fui para minha casa, onde
chamei a polícia que lá acreditou em mim, conseguiu resolver o caso e prendeu o
assaltante.
Carolina
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