Um dia, enquanto estava em casa do seu
avô, João ouviu um ruído estranho na sala. Curioso, espreitou e qual não foi o
seu espanto quando viu, em cima do tapete, um pequeno ser roxo com unas enormes
orelhas pontiagudas, semelhante a um gerbilo. Assim que o viu, o pequeno ser
assustou-se e, empurrando uma pedra da lareira, fez surgir uma abertura por
onde se escapuliu. João não perdeu e seguiu-o.
Ao entrar na abertura, que era grande e
um pouco escura, João sentiu um calafrio na barriga. Uma aventura na casa do
seu avô, onde os seus dias costumavam ser um puro tédio.
Ao longo da descida daquele buraco, João ia vendo uma luz tão branca e
incandescente que o impedia de abrir os olhos. De repente, sem dar conta algo
lhe caiu na cabeça. Desmaiou por uns instantes e quando acordou verificou que
estava amarrado com fortes cordas e em cima de uma fogueira. Olhou em sua volta
e viu uma enorme multidão de gerbilos. Estava cheio de calor, João não sabia o
que fazer. Entrou em apuros, tentando soltar-se. Depois percebeu que se se
soltasse cairia na fogueira. Só reparou que estava a descer até a fogueira
quando se queimou na mão. Por momentos, pensou que era o fim, que iria morrer
mas algo de estranho aconteceu, nesse preciso momento. Todos se foram embora e
a corda parou de descer e pensou:
- Como é que vou sair daqui?- logo de
seguida ele viu uma faca e começou a raciocinar.- Se eu cortar as cordas, vou
queimar-me.
Ele
decidiu cortar as cordas a ficar ali todo nu especado, mas a mão escapou e ele
pô-la na fogueira e gritou:
- FOGOOO!!
Ao meter a mão no fogo, teve uma ideia:
iria sacrificar a sua mão, punha-a em chama e assustava os ratos. Assim fez,
meteu a mão arder e assustou os ratos. Depois de se ter libertado, apareceram
cobras, pegou num rato morto e jogou-o para as cobras.
As cobras foram todas atrás do rato e
ele teve hipótese de fugir, só faltava apagar a fogueira. O sangue que escorria
da sua mão foi apagando a fogueira e com muito esforço desamarrou-se das cordas,
e fugiu para o buraco por onde tinha chegado.
Finalmente estava de volta a casa do seu
avô, pronto para levar um raspanete dele e pronto para uma ida ao hospital.
Daniela
Lameirinhas
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